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01053000001 - Environment Commodities -  Seção Remember - Ouro, a Rainha das Commodities - Folha de São Paulo 11.07.99 - Ouro ainda é refúgio, diz analista

06/06/00 14:56:40

Environment Commodities -  Seção Remember
Ouro, a Rainha das Commodities
Folha de São Paulo 11.07.99

Ouro ainda é refúgio, diz analista

Mantendo o brilho Fácil conversibilidade e fatores culturais mantêm o status do metal

Por Claudia Asazu*

O ouro está longe de perder seu valor como ativo financeiro, apesar da constante queda de seu preço no mercado internacional. Essa é a opinião da CTA (consultant, trader and Adviser, consultora de negócios) Amyra El Khalili do Sindicato dos Economistas do Estado de São Paulo.

De acordo com Amyra, que chegou a negociar até 2 toneladas do metal por dia na década de 80, o metal ainda é um forte ativo em razão da fácil conversibilidade e do fator cultural.

"O ouro é uma commodity facilmente conversível, ou seja, é aceita em qualquer lugar, 24 horas por dia", diz Amyra.

Além disso, segundo a economista, o ouro é históricamente e culturalmente um objeto de valor. "O ouro é tido como objeto de valor há 7.000 anos. Não é possível mudar isso de uma hora para outra", explica Amyra.

O fato, porém, é que o metal vem gradualmente perdendo terreno para outros investimentos e, consequentemente, se desvalorizando.

Em janeiro de 1980, logo após a crise do petróleo, o ouro chegou a valer U$ 875 a onça-troy (31,1g) no mercado internacional. Hoje, o metal está em torno de U$ 257,70. No início do ano, estava a U$ 288.

A queda do ouro se acentuou a partir de maio, quando o governo britânico anunciou que venderia 415 toneladas de ouro de suas reservas, de 700 toneladas.

Motivo: o país queria se prevenir contra a desvalorização contínua do metal no mercado internacional. Desde então, porém, o ouro acentuou sua queda, acumulando desvalorização de 11%.

O Reino Unido realizou o primeiro leilão de 25 toneladas de ouro na Terça-feira passada, fazendo com que o metal antigisse o menor preço em 20 anos (U4 257,30 a onça-troy).

A venda foi a primeira de uma série de leilões programados pelo país, que quer converter ouro em reservas de dólar e euro.

O leilão promovido pelo Reino Unido teve não só o impacto econômico, mas também um impacto psicológico sobre o mercado. Historicamente, o país era visto como um dos "defensores" do metal e foi aquele que mais guardou ouro como reserva, ao lado da Rússia.

O governo russo, porém, começou a se desfazer de seu estoque para financiar sua dívida pública, logo após o fim da era Soviética, no início da década de 90.

Hoje, o Reino Unido, a Suíça e o FMI (Fundo Monetário Internacional) estão anunciando que vão se desfazer de suas reservas de ouro, o que ameaça ainda mais o brilho do metal.

O Fundo deve leiloar até 10 milhões de onças (311 toneladas) de ouro para financiar as dívidas dos países pobres em setembro.

O organismo possui cerca de 103 milhões de onças-troy (3.2 toneladas) do metal. Já o governo suíço quer vender 1.300 toneladas do metal a partir do ano que vem. Isso deve levar o ouro a bater recordes de queda. A perda do valor do metal começou em 1971, com o fim do acordo de Bretton Woods (que modelou o sistema financeiro mundial em 1944).

Os EUA abandonaram a paridade dólar-ouro, ou seja, apartir dessa data, o metal deixou de ser lastro (garantia) para a moeda norte-americana.

O fim da Guerra Fria também trouxe desprestígio para o metal. O Ouro sempre foi refúgio para crises, mas estabilidade política do pós-Guerra Fria fez o metal perder terreno.

"O metal, porém, vai voltar a disparar quando houver outra crise de cunho econômico. Na guerra da Iugoslávia, o metal não sofreu grandes alterações porque se tratou de uma guerra política social e não econômica", diz Amyra. "O metal tem oscilações bruscas a cada sete anos", avisa.

Ouro no Brasil

No Brasil, o ouro passou a ser negociado na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) em 1986. O metal serviu como "Hedge" (proteção) contra desvalorizações cambial até 1991, quando o Banco Central desativou as mesas de compra e venda do metal (o BC controlava o volume de ouro negociado) e o governo passou a controlar o mercado por meio do sistema de bandas cambiais.

A partir dessa data, o ouro começou a perder terreno para outras aplicações mais rentáveis.

Claudia Azasu é jornalista especializada em finanças e atualmente terceiro setor email: claudiayukari@hotmail.com

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Esta matéria de Claudia Asazu operou na contra mão da informação quando todos os jornais e agências de notícias internacionais classificavam o ouro como brega.

Após 15 dias o FED- Banco Central Americano, interferiu na cotação do Yen, moeda japonesa, elevando as cotações do ouro em quase U$ 20, 00 a onça troy.

Em 15 anos de mercado nunca soube de vendedor que avisa a venda, a não ser que ele queira comprar.

Agora assistimos a cotação do petróleo elevando-se em escala de degrau, ou seja, caiu alguns dólares e quando sobe, sobe o dobro dos valores que caiu, assim sendo para cada  U$ 1 sobe U$ 2.

Energia renovável é moeda, biomassa é moeda, por que ouro é, e sempre será moeda. 

"O saber sobre as coisas do ouro, é o saber sobre o mundo" - Michel Foucault

Amyra El Khalili


"A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo"     Peter Drucker

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