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01071000001 - Environment Commodities - Relações Entre-Mercados - Água é energia e gasta energia - Por Carlos A. Amaral

Environment Commodities - Relações Entre-Mercados

Água é energia e gasta energia

Por Carlos A. Amaral*

Especialmente no Brasil esta afirmativa torna-se, sem duvida, quase uma verdade absoluta. A nossa maior fonte de energia elétrica foi até aqui, em sua grande maioria, gerada através de nossos recursos hídricos. Ainda sem sabermos se para melhor em termos ambientais, somente agora é que este quadro tende a mudar em função da construção de termoeléctricas que usarão o gás natural da Bolívia.

Salvo em determinadas regiões penalizadas pela mãe natureza, temos água em abundância e esta é provavelmente a razão de darmos tão pouca importância a este recurso natural. Se lembrarmos há alguns anos atrás, a água era um exemplo típico utilizado para explicar como se formava o valor dos bens econômicos e o conceito de utilidade nas aulas de economia. Alguns professores citavam que a água no nordeste era um bem econômico escasso e o que isto não acontecia nas que nas demais regiões do Brasil onde, em geral, existia abundância deste recurso.

O problema é que os ambientalistas passaram a nos avisar, há tempos, que este exemplo era, na melhor das hipóteses, muito pouco consistente. Este é um recurso que mantida a atual tendência pode tornar-se escasso, em termos mundiais, e em um futuro não necessariamente tão distante.

Porém, as mudanças conceituais e, especialmente, as comportamentais não acontecem na velocidade desejada ou, pior, neste caso necessária. Elas estão sujeitas ao confronto que sempre ocorre entre vetores que se movimentam em direções opostas. Poderíamos, citar entre outros, a necessidade de mudar versus a resistência natural às mudanças, o desequilíbrio que cria nas as relações de poder existentes versus os tradicionais choques de interesses cristalizados.

Existem exemplos clássicos de reações contra o novo as quais não se pode dizer que foram feitas por instituições ou intelectuais despreparados. Estas foram as evidências que levaram o pensador Thomas Kuhn, a demonstrar que cada revolução científica demora, em média, uma geração para ser implementada. A quebra dos paradigmas vigentes encontra uma séria reação dos cientistas, dos pensadores, das relações de poder existentes e até da própria consciência coletiva, naquele momento. E, não raro, é necessária um nova geração, sem vínculos com os velhos condicionamentos, para racionalmente ser capaz de analisar com isenção as inovações propostas.

Vale a pena lembrar que o astrônomo Simon Newcombe, o descobridor do planeta Netuno, "provou matematicamente" que o vôo de algo mais pesado que o ar era impossível; que a Academia Francesa de Ciências recusou-se, no século XVIII, a estudar as evidências da existência de meteoritos; que Thomas Edson afirmou durante anos que a corrente elétrica alternada era prejudicial à saúde.

Até Einstein, por algum tempo, refutou o fator acaso na mecânica quântica, apesar das seguidas comprovações experimentais que suportavam este fenômeno. Convenhamos que, sem dúvida, nenhum destes fatos históricos, nem os ilustres nomes e instituições envolvidas nos induzem a uma expectativa de que as mudanças possam acontecer com muita agilidade.

Mas o mundo evoluiu, a comunicação e a informática estão acelerando de forma drástica as mudanças e o tempo torna-se um recurso escasso. O relógio não para e a necessidade termos que nos preocupar com os desperdícios de água e energia é tão óbvia que chega até a nos incomodar.

Além de não usarmos corretamente a energia elétrica, o nosso sistema de distribuição de água é a própria definição de desperdício. As estimativas são que nas principais capitais brasileiras, entre a geração de água tratada e seu uso perde-se algo como 50%, em media,. Não sou especialista no assunto e nem conheço as estatísticas mundiais sobre a matéria mas, como sistema, este é sem duvida ineficiente e acredito que o processo não deve ser privilégio das nossas grandes cidades.

O sistema de distribuição de água é tão precário que condicionou a nossa cultura à nos proteger de sua falta, com as caixas d’água sempre cheias. Alem de geradora de energia, gasta-se parte desta energia para a captação, para o bombeamento, para o tratamento, para distribuição alem da alimentação dos reservatórios. Evidentemente, esquecendo-se os possíveis usos de desníveis.

Um ex-colega de trabalho, o eng. Edson Carneiro, me chamou a atenção para a relação entre a energia gasta nestes diversos estágios, especialmente, quanto a alimentação dos reservatórios. Por mera curiosidade comecei a estudar este assunto.

E fui verificando que;

Não consigo imaginar que ninguém tenha pensado antes em algo parecido. Provavelmente já pensaram e por nosso desconhecimento até podem existir e já estarem sendo utilizados. Ou ainda, por não sermos do ramo, não sabemos que existem problemas técnicos que inviabilizam a idéia. O que nos perguntamos é; Porque ainda vimos nada feito neste sentido? Se existe, porque isto não é divulgado?

Com toda a humildade gostaríamos de ter respostas para estas indagações.

Carlos Alberto A . do Amaral* Economista, MBA- Mast– Berkeley, Ca - Consultor de Empresas - Professor do CTA – Consultant Trade Adviser- co -autor do livro Introdução à Globalização - Em co-autoria com Ricardo W. Caldas- E-mail caaamaral@uol.com.br

Os interessados em adquirirem o fluxograma para ilustrar a lógica do processo, podem contatar diretametne o autor.


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