Lgcta2.gif (7527 bytes)

Rede CTA-UJGOIAS - Consultant, Trader and Adviser
Pelo Desenvolvimento Limpo de um Novo Mercado Financeiro!
Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo
Rede - Sindecon Tel/Fax.: 3107.2035 - amyra@netdoctors.com.br


02000000004 - Space Commodities - Escolha seu (ua) candidat@ - Revista VEJA - 26.07.2000 - Administração Feminina - Por Stephen Kanitz 31/08/00

Space Commodities  - Escolha seu (ua) candidat@

Revista VEJA - 26.07.2000

Administração Feminina

Por Stephen Kanitz*

"Gerald Ford afirmou certa vez que depois da primeira mulher presidente nenhum homem seria eleito nos Estados Unidos"

Poucas mulheres comandam as 500 maiores empresas brasileiras ou mundiais. Adiretoria das grandes companhias é em geral um clube do Bolinha, em que mulheres não entram. Da última vez que contei, não passavam de cinco as mulheres presidentes das 500 maiores empresas brasileiras.

"Mulher não sabe administrar", disse-me o dono de um conglomerado brasileiro, cujas filhas ficavam em casa e os filhos e genros ajudavam papai a tocar o negócio. "Administração é coisa para homem", afirmou outro empresário. De fato, muito da teoria e do modo de pensar em administração vem de uma forma masculina de ver o mundo: agressivo, calculista, sem escrúpulos. E muitos dos termos usados nesse meio têm origem claramente militar: "companhia", "divisão", "campanha" publicitária, "guerra" de preços, "aniquilar" a concorrência, "conquistar" mercados e assim por diante.

A administração teve um avanço depois da II Guerra, quando várias técnicas desenvolvidas na época, como logística, pesquisa operacional, disciplina regimental, foram usadas com grande sucesso nas primeiras multinacionais, necessitadas de que ordens fossem obedecidas a 15.000 quilômetros de distância da sede.

Nessa cultura militar e masculina, não é de estranhar que mulheres não se sentissem à vontade e desistissem da carreira nas grandes empresas. As poucas mulheres que galgam os altos escalões das 500 maiores, com todo o respeito que elas merecem, o fazem dançando a música dos homens. A contragosto, precisam dar uns socos na mesa de vez em quando e soltar alguns palavrões por aí. Sendo franca minoria, as mulheres nunca conseguem impor sua forma própria, um estilo feminino de administração.

Conheço todas as 500 maiores empresas brasileiras, as quais analisei durante 25 anos, e de cinco anos para cá comecei a estudar as 400 maiores entidades beneficentes deste país, uma pesquisa que realizo todo ano e que se encontra disponível na internet no endereço www.filantropia.org.

Para minha grande surpresa notei um novo estilo de administrar. Diferente, mais eficiente, mais competente e mais dinâmico que aquele visto nas empresas "masculinas". Aliás, não deveria ser surpresa, porque as entidades brasileiras sempre viveram com orçamentos apertados, nunca tiveram gordura para cortar. O estoque de uma fábrica fica parado por meses sem precisar de supervisão. Tente fazer o mesmo com 359 crianças de uma creche, por um minuto. Administrar creches, hospitais ou meninos de rua seria um treinamento excelente para os futuros administradores do país.

As 400 maiores entidades nacionais beneficentes são muito mais bem administradas do que a maioria das empresas brasileiras, por mais absurda que possa parecer esta minha observação. Existem várias razões para esse desempenho superior das entidades beneficentes. Clareza de propósito, ética, motivação dos funcionários, satisfação pessoal com os resultados. Mas a principal razão para mim é bem clara: a grande maioria, se não a totalidade das 400 maiores entidades, é administrada por mulheres.

Lá elas conseguiram impor, sem sombra de dúvida, seu estilo feminino de administrar, com técnicas novas, com concepções novas de gerenciamento, calcadas em relacionamentos e não em orçamentos, uma administração mais leve, suave, num ambiente mais divertido.

O que me leva a pensar o que seria do Brasil se fosse administrado por uma mulher. Será que estamos preparados para aceitar como presidente da República alguém do sexo feminino?

Gerald Ford afirmou certa vez que depois da primeira mulher presidente nenhum homem seria eleito nos Estados Unidos. Quem será a primeira a ter a coragem de se candidatar? Terá o meu voto.

Stephen Kanitz é administrador e Diretor da Kanitz Associados -stephen@kanitz.com.br - www.kanitz.com.br

Divulgado por Maurício Mercadante email: mercadante@zaz.com.br


Consulte o banco de dados da Rede CTA-UJGOIAS
O Universo Jurídico do Estado de Goiás
http://www.ujgoias.com.br - ujgoias@ujgoias.com.br

"A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo"    Peter Drucker


Rede CTA-UJGOIAS - Consultant, Trader and Adviser
Pelo Desenvolvimento Limpo de um Novo Mercado Financeiro!
Sindicato dos Economistas, no Estado de São Paulo

amyra@netdoctors.com.br - www.sindecon-esp.org.br

[ Topo ]

UJGOIÁS - O Universo Jurídico