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02013091001 - Space Commodities -  Inteligência Ambiental - Revista World Watch - www.worldwatch.org.br - Lançamento de Forest Watch - Por Ashley Mattoon - 28/07/00,03:08:18

Space Commodities -  Inteligência Ambiental

Revista World Watch - www.worldwatch.org.br

Lançamento de Forest Watch

Por Ashley Mattoon*

Lançamento de Forest Watch: O World Resources Institute (WRI) lançou um novo programa que proporciona, pela primeira vez, uma fonte de informação abrangente e confiável sobre as condições das florestas mundiais e as forças que as ameaçam.

Denominado Global Forest Watch (GFW), o programa combina dados de alta tecnologia, digitais e de satélite, com observações e pesquisas no solo, para gerar mapas e relatórios detalhados. O programa utiliza uma rede de grupos não governamentais, universidades e organizações de pesquisa, para monitorar as ocorrências em regiões de florestas. É uma "ferramenta que permite às pessoas nos locais mais remotos da Terra nos informar como nossas florestas estão se desenvolvendo," declara o diretor do programa, Dirk Bryant. Financiado por subvenções governamentais, corporativas e de fundações, o GFW tem hoje 75 parceiros em 7 países. Até 2005, os organizadores do projeto esperam estar estabelecidos em todos os 21 países que, em conjunto, representam 80 porcento das grandes extensões florestais intactas do mundo.

O programa origina-se de uma iniciativa de 1997 do WRI, que constatou que mais da metade da cobertura florestal original do mundo já desapareceu e que apenas 40 porcento da área restante poderia ser considerada como florestas naturais – ecologicamente intactas e relativamente inexploradas. Com base nessa verificação, o GFW está concentrando seus esforços iniciais nos países onde ainda exista esperança de proteção para essas florestas. O programa já publicou relatórios sobre três desses países prioritários: Camarões, Gabão e Canadá.

Camarões e Gabão possuem parte da segunda maior floresta tropical contígua do mundo, depois da bacia amazônica, e essa área está sob tremenda pressão das explorações da madeira, agricultura e outras formas de desenvolvimento. Nos Camarões, já foi perdida metade da cobertura florestal, e pelo menos 20 porcento do que resta está degradada ou é floresta secundária. No Gabão, 20 a 31 porcento da floresta original foi convertida para a agricultura ou outro uso. Enquanto a causa principal do desflorestamento é a agricultura, os relatórios enfatizam que a extração da madeira é, freqüentemente, o catalisador inicial da perda florestal. Estradas para retirada da madeira abrem caminho para áreas anteriormente inacessíveis, permitindo a entrada de fazendeiros, caçadores e imobiliárias.

O programa nos Camarões constatou que as concessões madeireiras cobrem mais de três quartos das florestas nacionais. No Gabão, mais da metade das florestas nacionais estão licenciadas para extração de madeira – o dobro do que era em 1994. Empresas estrangeiras detêm uma grande parcela das concessões em ambos os países. Nos Camarões, mais da metade da produção de madeira industrial é exportada (principalmente sob a forma de toras), e no Gabão 93% da produção de madeira é exportado – a despeito de uma meta nacional de 75 porcento de processamento interno estabelecida pelo código florestal vigente. Europa e Ásia recebem quase toda a madeira exportada.

No Canadá, essa situação é muito diferente. O relatório constata que as maiores ameaças às imensas florestas canadenses são a fragmentação e degradação, causadas pela retalhamento dos projetos madeireiros, mineiros, energéticos e rodoviários riscando regiões que atravessam regiões distantes que outrora pareciam infindáveis. O Canadá possui mais de um terço das florestas boreais do mundo e um quinto das florestas tropicais temperadas.

Mais da metade das florestas canadenses são manejadas para a extração de madeira, comparado com menos de 8 porcento que estão sob proteção total. Nas províncias da Colúmbia Britânica, Nova Escócia e New Brunswick, mais de 80 porcento das florestas estão licenciadas para extração. Cerca de 90 porcento da extração no Canadá localiza-se em florestas primitivas e 80 porcento da produção provém de derrubadas para plantio..

A despeito dessas tristes constatações, os relatórios apontam oportunidades importantes que propiciam melhor perspectivas para as florestas. Observam que a implementação e aplicação da legislação existente poderia concorrer para uma proteção florestal mais eficiente, e que o acesso a informações atualizadas proporcionará um manejo florestal mais sustentável por parte desses países. Para mais informações, visite: www.globalforest watch.org.

* Ashley Mattoon é pesquisadora do Worldwatch Institute

Eduardo Athayde - Editor do Worldwatch no Brasil  - uma@worldwatch.org.br

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A VEJA on-line (Edições Especiais - VEJA Ecologia) lançou o livro Estado do Mundo 2000, Relatório Anual do Worldwatch Institute, traduzido   anualmente para 36 idiomas, conhecido como a Bíblia do Meio Ambiente. http://www2.uol.com.br/veja/idade/exclusivo/070600/veja_ecologia.html


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