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02026000001 - Space Commodities - Educação x - Ser Professor  - Fernando Antonio Dal Piero

21.05.2000

Space Commodities -  Educação

Ser Professor 

Por Fernando Antonio Dal Piero*

Vimos assistindo diariamente ao debate sobre qual deve ser a ação do professor nos tempos modernos. Centenas de páginas estão escritas sobre o tema, cada qual agregando valores e direções. Então, num ato de ousadia, escrevemos este artigo com a intenção de estimular e direcionar a discussão para o caminho do saudável debate.

Pensamos que estar professor, na sua justa e verdadeira atitude, seria a intervenção permanente na vida cívica e política, moral, religiosa, literária e industrial da nação. Mas, ressaltamos que essa intervenção, nos fatos e nas idéias, para ser fecunda, elevada, para ter um caráter de utilidade pública e privilegiar as questões de utilidade social, precisa ser preparada pela discussão e também pelo esclarecimento e conhecimento da direção de uso que se deseja para o conhecimento acadêmico que será contextualizado ao pensamento e às necessidades dos espíritos, amparados no vigor das consciências, na situação pública e na virtude das leis. Portanto, o dever do professor é permitir aos discípulos conhecer tanto o estado das artes e ciências das qual fala e demonstra quanto das coisas públicas. Isso inclui zelar pela grandeza da instituição, da pátria, da moral e defender a aplicação da ciência que abraçou para estudar, atualizando-se permanentemente no progresso que fazem outros espíritos.

Isso exige consciência cívica, vigor moral, colorido na alma e no sentimento. Somente assim o professor se manterá jovem, ainda que os cabelos sejam brancos.

Sim, de fato, o ser humano professor é uma pessoa diferente. Pessoas assim são trabalhadores infatigáveis para quem não existe noite ou aurora. A sua luta é diuturna. Como recompensa, apenas o fato de enxergar o amanhecer – também da civilização – antes do que qualquer outro. Por isso, a pessoa professor consegue desprezar as calúnias e arregimentar forças para afrontar o tédio e os desgostos e fazer face às hostilidades viperinas e incessantes, conseqüências do desleixo de uns e da descrença e indiferença de outros.

O professor tem como atividade principal, de todos os dias e momentos, falar, discutir, aliciar apoio e até convencer, entretanto, com a consciência do impulso que o levará a procurar indicar solução para todas as coisas. As altas, tratando-as como uma relíquia sagrada. As baixas, com a justeza que lhes cabe. Assim, os projetos são analisados com o carinho do criador, que luta para esclarecer as discussões, fortificar os frouxos e os indolentes, aplaudir os valentes que trabalham e estudam em prol do ideal social e das justas consciências individuais. O professor não se conforma com o imobilismo que leva ao entorpecimento do espírito. Acredita sempre que é necessário cavar as idéias, violentar a inteligência, gastar, consumir a sensibilidade, falando, discutindo, aconselhando, dirigindo.

Também temos que reconhecer que há trabalhadores de idéias – filósofos – que fazem o mesmo incessantemente; mas esses têm o direito de usar o elemento humano, o amor ou o ódio, as paixões ou tendências do coração que é como um bálsamo derramado sobre os seus cansaços. Já para o professor, que derrama as idéias, que dita filosofias sociais, estudos refletidos e improvisados na lousa ou na folha, não lhe é útil sentir desespero, paixão nem indignação, para que a sua palavra e pensamento não o desviem do esforço pela verdadeira atitude professoral. Só assim as suas palavras serão leais às suas crenças.

Ser professor não deve ser sempre a expressão mais ou menos real das idéias recebidas ao longo do mestrado ou doutorado; não é somente um arquivo para ser consultado. É o manter dos espíritos que faz brotar e sustenta novas e fecundas relações sociais que vão robustecer a solidariedade moral, iluminar o passado e construir o futuro, refazendo o sentido de justiça e relações sociais.

Realizar essa obra torna-se fácil, quando o ser humano professor arregimenta duas forças supremas: uma crença de que pode transformar o mundo e outra de que realizar o impossível é uma questão de prática. Tendo-as um dia sentirá que o resultado do trabalho lhe afaga. A idéia que derramou está disseminada, passou, correu e se transforma em seiva que circulará em árvores que darão frutos sagrados.

Creiam os professores: as sociedades caminham pelas estradas que se abrem com idéias e o mundo só realiza aquilo que concebe, discutiu e aplaudiu. Creiam também que os hábitos e os paradigmas são tenazes. Agarram-se como musgo às arvores e muitas vezes estão ligados a interesses, proveitos e conveniências, uns protegidos pelo lucro, outros pelo desleixo.

Mas, creiam os professores que nenhuma idéia justa, assim como nenhuma semente se perde e todas vão se abrir mais cedo ou mais tarde.

Fernando Antonio Dal Piero* é professor no depto de Administração do Centro Superior de Vila Velha, ES -com diversos artigos e colunas publicadas nos jornais O Globo,Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo, Gazeta- ES, IOB, entre outros. email: email: fpiero@zaz.com.br fone 021 27 327 1518


Dedicamos este artigo do Professor Fernando Antonio Dal Piero a todos os professores/colaboradores que fazem da Rede CTA uma grande escola com o carinho de uma grande família!

E desejamos que neste milênio os professores tenham o tratamento merecido e adequado ao "valuation" de suas responsabilidades - sendo reconhecidos como o potencial articulador para a formação do Estado de Direito.

Amyra El Khalili

Desejando ler os estudos e artigos publicados acesse: 
www.militar.com.br - procurar em artigos.
http://www.infocex.trix.net/coluna/dalpiero/a_dalpiero.htm
http://www.rondonia.com/fpiero_aulas
http://www.prvw.com.br/dalpiero/periscop.htm
http://www.open-school.com
http://www.sbpcnet.org.br/sbpc/filia1.htm  

Revisão pela profa. Alina da Silva Bonella -Telefone e fax: 021 - 27 347 1510


"A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo"     Peter Drucker

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