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02053000001 - Space Commodities - Seção Remember... - Jornal do Economista - CORECON-SP - Jan.2000 - Mercado de Trabalho e Qualidade de Vida é Meio Ambiente - Por Amyra El Khalili 03/09/00

Space Commodities  - Seção Remember...

Jornal do Economista - CORECON-SP - Jan.2000

Mercado de Trabalho e Qualidade de Vida é Meio Ambiente

Por Amyra El Khalili*

Quando crianças, ouvimos nossos pais questionarem num coral orquestrado: o que meu filho vai ser quando crescer? Como se o momento mais importante na vida de uma criança fosse decidir seu destino profissional. Nossos pais idealizam e projetam para nós o que gostariam que fôssemos, ou como reza a teoria psico-somática, o que de fato gostariam de ser e não foram.

Observando os jovens, descobrimos que na nossa geração os conflitos se desencadeavam de forma distinta, de acordo com padrões de vida de cada indivíduo. Se pobres, tínhamos de trabalhar desde logo cedo; o discurso persuasivo era: ‘Vamos depressa arrumar um emprego‘. Se classe média, o conflito entre o sacrifício dos pais para que seus filhos tivessem boas escolas e o ‘ócio dos filhos‘, que se dedicavam exclusivamente aos estudos graças aos pais, criava pressões para que o jovem entrasse logo em alguma universidade pública. Isso acontecia também se a família era rica, numa relação menos conflitante. A criança que trabalha recolhendo lixo ou vendendo doces nos faróis não tem, provavelmente, essa crise, a do saber o que vai ser quando crescer. Ela já que nasceu crescida.

Conflito de Gerações e a Conquista da Profissão

Em tempos de Fuvest, bate-papos com profissionais especialistas entrevistados via Internet por crianças de 10 anos perguntado se esta ou aquela profissão dá dinheiro, a angústia de não saber o que ser quando crescer nasce antes mesmo que o indivíduo possa crescer. Na virada do milênio, a diferença entre ser pobre, classe média e rico se dissipa. O conflito se torna igual para todos, já que mesmo aquele que frequentou boas escolas enfrenta as mesmas dificuldades dos demais para conquistar uma colocação no mercado.

Com o tempo, porém, a vida nos obriga a tomar uma decisão compulsória. Você será o que o mercado de trabalho quiser que você seja, independentemente da escolha ou aptidão para esta ou aquela profissão. Assim sendo se o indivíduo cursou química mas conseguiu um empregozinho de auxiliar de escritório numa empresa de exportação, provavelmente será trader; se o sujeito estudou enfermagem e conseguiu um espaço em uma indústria de manufaturados, terá como uma das múltiplas opções ser operário ou administrativo, e assim por diante. O que isto tem a ver com minha opção profissional? Absolutamente tudo!

O fato é que quem determina o que você vai ser quando crescer é o mercado de trabalho, não os seus desejos e muito menos a de seus pais, salvo caso de filhotes que têm "pai-trocínios". Nesses casos, a crise de identidade será eterna, pois se o indivíduo não tiver força interior, jamais saberá quem é quando um dia puder crescer. Isso não quer dizer que, mesmo sabendo elaborar um plano estratégico para nossas carreiras, nossos projetos, nossos desejos não possam se concretizar.

É comum na carreira de um profissional bem sucedido, respeitado pelos inimigos depois de muita luta e erros e acertos, desabar em crise existencial. Vem aí a pergunta fatal: "Hoje sou finalmente crescido, mas não sei se é isto que eu gostaria de ser!". Na maioria dos casos, o indivíduo apenas se pergunta se sua profissão gerou o suficiente em bens materiais para justificar seu esforço; no caso mais individualista, ele alega que o fez para dar conforto aos filhos, ou que o faz por culpa dos filhos.

De qualquer forma, toda crise se dá exclusivamente por um grande motivo: trabalhamos para ganhar dinheiro para pagar nossas contas e poder acumular bens. Assim, independentemente de minha felicidade profissional, a meta deve ser alcançada. É o que se denomina comumente "ganhar a vida" , como se a vida precisasse ser ganha e não conquistada ou resgatada.

Mas quem são os profissionais realizados? Será que eles não existem?

É claro que existem! Estes profissionais felizes são geralmente aqueles que através das dificuldades e das agruras no trabalho conseguiram reverter a pressão do mercado concretizando seus projetos de vida ganha e de carreira com atividades sociais, seu plano é dimensionado apartir de uma grande obra, ele vislumbra o todo tentando mesmo que previsivelmente quantificar as pessoas que estará ajudando, as famílias que serão beneficiadas por isso, qual o tamanho do seu potencial de crescimento nesta atividade e qual a resposta da sociedade diante do seu competente resultado. Ele quer dividir o dos seus com os outros. Ele não raciocina pequeno, tem visão de 360 graus e procura, a cada instante, um assunto que tenha relação com sua atividade; se não tem, ele cria um. Como? É simples, ele cruza um mercado de trabalho com outro. Ele se pergunta o que a água tem a ver com florestas? Em tudo ele vê novas oportunidades, a cada notícia percebe uma nova chance. Cada tombo passa a ser uma deliciosa provocação para continuar, para desafiar, para dizer a todos que ele sabe quem ele é por que ele já cresceu e que sua maior satisfação é colaborar para que os outros cresçam.

Gerando Negócios para Gerar Empregos

Mas quem é ele? Ele é gerador de negócios. Ele não procura emprego, ele faz o emprego. Ele não perde tempo discutindo e elocubrando sobre o que ganharia com isso se fizer aquilo, sua moeda não é a relação financeira, seus valores de troca são outros. Seu preço é estabelecido pelo seu prêmio que o mercado de trabalho tratará de valorar. Sua equipe é captada pela sinergia da agregação natural de muitas pessoas ao seu redor.

Ele aglutina e lidera "clusters" ­uma teia de relações afetivas muito intensas. Faz do seu hobby profissão e transforma sua profissão em hobby. Ele sabe o vai ser quando crescer por que ele cresce buscando saber. Então ao escolher sua profissão, ao buscar uma colocação no mercado de trabalho, ao tentar um novo negócio para competir e ser feliz pense bem: O que água tem a ver com florestas?

 *Amyra El Khalili é economista, coordenadora do Projeto CTA (Consultant, Trader and Adviser ­- Geradores de Negócios nos Mercados Futuros e de Capitais) do Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo  e da Rede CTA email: amyra@netdoctors.com.br

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