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02102000001 - Space Commodities - Imprensa em Debate - http://www.preview.com.br/dalpiero/index.htm  - Imprensa Livre, Educação e Democracia - Por Fernando Antonio Dal Piero 05/09/00

Space Commodities - Imprensa em Debate

http://www.preview.com.br/dalpiero/index.htm 

Imprensa Livre, Educação e Democracia

Por Fernando Antonio Dal Piero*

Não há cidadão, no Brasil, que esteja distante da possibilidade de ser motivo de manchete jornalística, denunciado, acusado ou valorizado. A imprensa vive ansiosa por sensacionalismo e, muitas vezes, cada vez mais freqüentemente, usa a denúncia pela denúncia, especialmente aquelas que mostram corrupção. Pela maneira como vem apresentando os fatos, vende imagens irreais de bondade ou maldade, que não são devidamente corrigidas conforme se distanciam da verdade. Penso que, se a mídia ocupa o centro do cenário sociopolítico, transforma a sociedade em um vulcão em erupção no momento em que dá a conhecer as denúncias que faz e, assim, cumpre um papel inestimável. Entretanto, na seqüência, as explosões perdem o efeito e sobrevém o perigo da banalização, no caso da corrupção, que passa a ser vista como um câncer da democracia contra o qual não existe remédio. Como conseqüência, aceitamos a premissa contida na frase: "rouba, mas faz". Além disso, o comportamento usual hoje não tem produzido resultados positivos duradouros, na medida em que a maioria das denúncias cai no esquecimento antes que os culpados sejam apenados na forma da lei. Isso deve ser suficiente para indicar que é o momento de a impressa adotar um papel educacional e não só de fiscalização sensacionalista. Urge esclarecer aos cidadãos que a corrupção de um indivíduo ou sistema afeta a todos que compõem o ecossistema na medida em que destrói a confiança nos funcionários públicos, por exemplo. Sob essa premissa, a educação é o único instrumento capaz de se constituir numa variável teórica chave para compreender quando e por que se produz a corrupção. Ao mesmo tempo, a educação vai permitir que cada cidadão escolha qual a informação que deseja usar para avaliar o desempenho de seus políticos e, assim, controlar a gestão das autoridades públicas. É dessa forma que teremos facilitado a possibilidade de sobrevir a sanção jurídica que, muitas vezes, não é implementada em virtude de vícios processuais decorrentes da maneira de apuração e até mesmo do interesse corporativista. Nesse sentido, é pertinente lembrar que, se o povo não está educado, imprensa e denunciado podem ajustar interesses individuais e, então relegar a planos inferiores o interesse social. Por isso, creio que não devemos, sob o pretexto da liberdade, atribuir ou conceder à impressa o poder de substituir as instituições e aceitarmos a denúncia pela denúncia. Se assim fizermos, estaremos correndo o risco de termos a mídia como um refletor que pode vir a explorar a desinformação social para os seus próprios interesses. Na verdade, se pretendermos controlar a corrupção, é necessário ativar o poder dos cidadãos e das empresas, criando uma rede sociotécnica na qual todos possam se comunicar com receptores e fornecedores de informações de tal maneira que fiquem claras as estratégias de ações desenvolvidas no sentido de controlar os atores do sistema sociopolítico. Sem dúvidas, isso passa por criar um Web Site com atualização permanente sobre a corrupção, observando e divulgando como esta se manifesta, quais são os fatores facilitadores e, assim, dando vida a um fórum virtual de luta e educação, onde qualquer cidadão poderá opinar a respeito. Entretanto, nada irá substituir o contato pessoal entre as pessoas quando dos encontros familiares, nas associações e agremiações, nas escolas e universidades, entidades que se transformam em verdadeiros centros de civismo, educação e cidadania. Acreditamos sinceramente que a impressa livre a educação e a democracia são indissociáveis. No entanto, não podemos aceitar o risco de que o interesse de uma classe em busca de audiência sobreponha-se ao interesse coletivo e venha remeter uma sociedade ao sentimento de descaso, de banalização e ao erro de que nada pode ser feito. Quiçá se mude o comportamento a tempo de se evitar a propagação de tão nefasto comportamento.

Fernando Antonio Dal Piero* é professor no depto de Administração do Centro Superior de Vila Velha, ES -com diversos artigos e colunas publicadas nos jornais O Globo,Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo, Gazeta- ES, IOB, entre outros. email: email: fpiero@zaz.com.br fone 021 27 327 1518

Artigos são revisados pela profª. Alina da Silva Bonella Telefone 021 27 327 1518


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