Lgcta2.gif (7527 bytes)

Rede CTA-UJGOIAS - Consultant, Trader and Adviser
Pelo Desenvolvimento Limpo de um Novo Mercado Financeiro!
Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo
Rede - Sindecon Tel/Fax.: 3107.2035 -
amyra@netdoctors.com.br


02106000001 - Space Commodities - REBELDES BRASILEIROS - Coleção Caros Amigos - http://www.carosamigos.com.br - Combatentes do improvável, sinalizadores do futuro - Por István Jancsó 21/09/00

Space Commodities - REBELDES BRASILEIROS 

Coleção Caros Amigos - http://www.carosamigos.com.br

Combatentes do improvável, sinalizadores do futuro

Por István Jancsó

A série de fascículos Rebeldes Brasileiros lida com algo precioso: a luta de homens e mulheres por definir seu próprio destino. O nexo que vincula os personagens apresentados por esta coleção reside nisso. Todos eles se recusaram, cada qual em seu tempo e à sua maneira, a engrossar o rebanho dos que encontram o sentido da vida no respeito à vontade dos donos do poder e vêem na tradição por estes fabricada a expressão da verdade.

Foram respeitados, temidos, amados ou odiados em seu tempo. Os leitores, entretanto, certamente ouviram falar muito pouco sobre eles. Nessa contradição – a evidência ontem, o desconhecimento hoje – encontramos um primeiro motivo de reflexão. O que relegou brasileiros tão importantes ao esquecimento? De fato, conhecendo-os mais de perto, causa mesmo perplexidade e inquietude sua exclusão da lista dos integrantes da memória coletiva nacional, do conjunto de saberes sobre o passado que permite encarar o presente como um momento de elaboração do nosso futuro. A questão leva imediatamente a outra: a da transformação de espíritos inconformados e inovadores em seu contrário, por obra do modelo de ajuste aos projetos de Estado e poder.

Há muito de verdade no reconhecimento de que os senhores do passado são os senhores do futuro, e é por isso que o espaço da memória constitui permanente campo de batalha, local de encarniçados combates cujos protagonistas brandem a história como arma, tendo nela eficaz instrumento de dominação e controle, ou reconhecendo nela condição de liberdade.

Pois a história pode servir a ambos os desígnios. Ela é instrumento de submissão quando fundamenta pedagogias de resignação e conformismo, sustentando ser da natureza das coisas estas seguirem um rumo preestabelecido, o passado justificando o presente e determinando o futuro. Mas, a depender de como é elaborada e manejada socialmente, a história torna-se insturmento de liberdade, revelando que o nexo entre passado, presente e futuro está na sucessão ininterrupta de opções, com os homens sendo sempre, ainda que na derrota, os senhores de sua própria história, desmentindo os cortesãos que reduzem o conhecimento do passado à exaltação de triunfos configurando genealogias dos poderes de sempre.

Encarnada, a história torna-se quase subversiva por lembrar que a rebeldia é a recusa de tradições vendidas pelas esquinas como expressões da verdade. Percebida como ação, a rebeldia tem mil formas – pode explodir como contestação da ordem quando está iníqua, irromper como supressão de normas quando o fundamento destas é o preconceito, romper fronteiras quando estas separam nada de coisa alguma, destruir riquezas quando nelas reside a raiz da injustiça.

Mas, atenção, o rebelde não é necessariamente o arauto do progresso, um profeta dos novos tempos, nem um revolucionário que desmonta carcomidas estruturas. O seu papel é outro. Radicalmente comprometido com lutas muitas vezes improváveis, ele é um sinalizador dos grandes embates do futuro, aqueles realmente decisivos que se avolumam, de tempos em tempos, no horizonte dos povos.

István Jancsó é Professor do departamento de História da Universidade de São Paulo, USP  Coordenador pedagógico desta coleção

Zumbi

Nomeado pelos chefes do conselho, Zumbi agora é rei. O novo mandante de Palmares submete todo o quilombo às exigências da guerra que vai reiniciar. Para começar, expulsa dos mocambos os adeptos de Ganga Zumba e decreta: dali para diante, quem tentar fugir para Cucaú será morto.

Na verdade, para Zumbi, Ganga Zumba tem de desaparecer. Ganga Zumba, de fato, morre envenenado logo em seguida, ainda no ano do acordo, 1678.

Zumbi dá seqüência a seus planos de guerra. Desloca mocambos inteiros para lugares estrategicamente mais seguros. Submete todos os homens válidos a um intensivo adestramento militar, aumenta os postos de vigilância, estoca armas e munição, melhora as fortificações de Macaco.

Palmares ressurge com força, assim como os pesadelos dos senhores de engenho. Estes consideram que é necessário reorganizar as expedições armadas, as entradas. E assim o fazem. Em 1682, Manuel Lopes sobe novamente a serra da Barriga, ataca Palmares mas fracassa. No ano seguinte, lá vai de novo Fernão Carrilho, especialista em aniquilar quilombos. Fracassa também. Palmares parece mais forte do que nunca: totalmente preparado para a guerra.

Chiquinha Gonzaga

Junto com figuras como Paula Nei, Lopes Trovão e José do Patrocínio, Chiquinha freqüentava as reuniões e os comícios abolicionistas, que quase sempre acabavam em discussões acaloradas, num café ou confeitaria, noite adentro. Num artigo para o Jornal do Brasil, em 1925, Viriato Correia lembra da amiga: "Quando estava no seu período culminante a propaganda da emancipação dos escravos, ela fazia tangos e polcas e saía a vendê-los de casa em casa, para entregar o produto à comissão libertadora.

Além de uma obra artística, tem uma obra de civismo. É uma mulher excepcional na vida brasileira".

Depois da vitória da campanha abolicionista, Chiquinha passou a trabalhar pela causa republicana. Fazia campanha contra o regime monárquico em locais públicos, tornando-se grande companheira do militante republicano Lopes Trovão. O empenho e o entusiasmo de Chiquinha Gonzaga levariam Trovão a afirmar, em 1921, no jornal A Pátria: "Aquela Chiquinha é o diabo! Foi nossa companheira de propaganda na praça pública, nos cafés! Nunca me abandonou...".

A Coleção Rebeldes Brasileiros

A editora Casa Amarela traz este mês uma novidade. A partir do dia 19 de setembro estará em todas as bancas a Coleção Caros Amigos - Rebeldes Brasileiros (Homens e Mulheres que desafiaram o poder). Uma coleção inédita composta de 12 fascículos, com dois personagens em cada um dos fascículos. O primeiro conta a história de Zumbi e de Chiquinha Gonzaga, com uma abordagem inovadora.

Grande parte dos 24 personagens que compõem a coleção é relegada ao esquecimento pela história oficial ou conhecida apenas do ponto de vista do vencedor. Estes homens e mulheres que desafiaram o poder nas mais variadas épocas da vida brasileira, nunca tiveram a merecida abordagem nos livros e aulas de história. E exatamente no rastro destes grandes personagens, que o oficialismo sempre ignorou, é que surge a coleção Rebeldes Brasileiros.

A pesquisa teve coordenação pedagógica do professor István Jancsó,  do Departamento de História da Universidade de São Paulo  (USP);

São12 fascículos quinzenais, com 2 personagens por fascículo  e, no sexto você leva grátis a capa dura.

No número 1: Zumbi e Chiquinha Gonzaga.

Nos próximos fascículos: Bárbara Heliodora, Paulo Freire, Delmiro Gouveia, Siqueira Campos, Luís Gama, Graciliano Ramos, Dr. Sabino, Bento Gonçalves, Olga Benário, Anísio Teixeira, Teófilo Otoni, Henrique Dias, Raposo Tavares, João Cândido, Irmãos Vinagre, Agostinho Gomes, Luís Gonzaga, Chica da Silva, Antônio Conselheiro, Canindé, Cosme e Edgard Leuenroth.

Apenas R$3,90  - 19 de setembro nas bancas

Editora Casa Amarela email: wm.carosamigos01@uol.com.br  


Consulte o banco de dados da Rede CTA-UJGOIAS
O Universo Jurídico do Estado de Goiás
http://www.ujgoias.com.br - ujgoias@ujgoias.com.br

"A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo"    Peter Drucker


Rede CTA-UJGOIAS - Consultant, Trader and Adviser
Pelo Desenvolvimento Limpo de um Novo Mercado Financeiro!
Sindicato dos Economistas, no Estado de São Paulo

amyra@netdoctors.com.br - www.sindecon-esp.org.br

[ Topo ]

UJGOIÁS - O Universo Jurídico