02125000004 - Space Commodities - Coletânea Reflexões JMA - Editora Paulus - É possível ser Feliz (3) Precisamos recarregar nossas baterias na natureza - Por Vilmar Berna 27/01/01

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Space Commodities - Coletânea Reflexões JMA
Editora Paulus

É possível ser Feliz (3) Precisamos recarregar nossas baterias na natureza

Por Vilmar Berna*

A coisa mais bonita que podemos experimentar é o mistério." Albert Einstein

Vimos que somos incapazes de apreender a realidade como ela é realmente, em sua totalidade. Mal percebemos as suas partes. Então, o que chamamos de realidade não passa de uma ilusão de nossa mente, pois não saberíamos viver num mundo que não fizesse sentido para nós. Nós próprios somos um processo, em permanente movimento. Iniciamos com a concepção, seguida do nascimento, crescimento, procriação e morte. Nada é estático neste processo. Tudo está em permanente mudança. O que é hoje, deixa de ser amanhã. Nossa tendência de viver estabelecendo regras rígidas para o que não é rígido por sua própria natureza, tem sido motivo de grandes infelicidades para muitos. É como se fosse possível paralisar o movimento.

Por isso, quando se deseja ser feliz, é preciso começar a desconfiar de regras muito rígidas, que não se adaptam às diferentes realidades ou as diferentes características dos indivíduos. Sujeitar a dinâmica dos assuntos humanos a fórmulas e regulamentos rígidos pode acabar submetendo o ser humano a pressões insuportáveis. O ser humano de ontem é diferente do de hoje, que será diferente do de amanhã. Quando se estabelecem modelos, pressupõe-se que a razão e a educação serão capazes de inibir os instintos, como se o ser humano pudesse parar de ser o que é. Repressões assim podem até ter contribuído para a vida em sociedade, mas de forma nenhuma ajudariam a criar um mundo mais feliz, com menos angústias ou ansiedades.

Além de sermos incapazes de perceber a realidade como ela é, caindo sempre na armadilha de, definindo a realidade, definirmos o que achamos que é a realidade, também somos incapazes de ver o universal, a totalidade de um ser. Temos a tendência a acreditar apenas no que nossos sentidos percebem. Vemos um corpo ou objeto e concluímos que aquilo que percebemos é tudo o que existe e nem nos passa pela cabeça que pode haver algo mais além do que estamos percebendo. Estamos cansados de ver, na televisão ou em relatos de pessoas conhecidas, a existência de vida além da morte, ou de outras coisas que os mais sensitivos conseguem perceber e nós não. E como se existisse, além do mundo físico que percebemos, um tipo de energia, uma substância imaterial. Tudo que existe é energia. As coisas que percebemos são formadas de energias que podemos perceber e energias que não percebemos, inclusive nós mesmos.

Ora, se não somos seres prontos e acabados, mas estamos vivendo um processo, se somos ritmo, alternância, pura energia, não conseguiremos ser felizes, ou viver de acordo com as forças do Universo, enquanto permanecermos presos a normas e valores rígidos, submetidos a uma vida complexa como a que se vive hoje nas grandes cidades. Precisamos voltar ao que é simples e natural, abandonar o antinatural e o complicado, preferir o movimento à fixidez, a alternância a um único estado.

Além disso, os átomos estão em permanentes trocas energéticas entre si, combinando-se e recombinando-se para formar novas substâncias. Quem garante que estas trocas não ocorrem também entre nós e a natureza, ao tomarmos um simples banho de cachoeira, por exemplo? Fato concreto é que sempre nos sentimos melhor, mais leves, depois de um banho assim. Quem acampa ou procura manter um contato mais íntimo com a natureza sabe disso; sente quase que uma necessidade de participar do verde sentir o cheiro da terra, o sopro do vento, o som da mata e das ondas do mar ou de uma cachoeira, caminhar na areia da praia aquecida pelo sol do dia, mergulhar no mar, rio ou lago. É como se todos nós tivéssemos baterias vitais para recarregar e a natureza fosse nossa fonte de energia.

A humanidade aprendeu a dominar todas as forças do mundo exterior, mas sabe muito pouco sobre si mesma. Sem concorrentes exteriores passou a fazer a sua própria concorrência. O homem tornou-se o lobo do homem, segundo Locke. Sob a pressão desta concorrência, aquilo que é bom para toda a humanidade, e mesmo o que é útil e bom para cada um, perdeu-se completamente de vista.

O irônico é que, com sentidos tão falhos e contraditórios, o ser humano se elege uma inteligência superior e leva-se tão a sério e apega-se tanto a certos papéis menores em nome da tal sobrevivência, que acaba por esquecer que este mundo é um grande palco e nós somos simples atores representando papéis que muitas vezes sequer fomos nós que escolhemos. Há pessoas que se apegam tanto a esses papéis, que se tornam quase escravas de sua própria coerência e chegam a esquecer que somos nós os senhores das idéias e não o contrário, "Viver é a coisa mais rara do mundo", disse Oscar Wilde. "A maior parte das pessoas não faz mais do que existir."

Questões para reflexão:

Qual foi a última vez que você esteve em contato com a natureza? O que você tem feito para preservá-la?

Vilmar Berna* é editor do Jornal do Meio Ambiente e foi o único brasileiro a receber em 1999 o Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente. Tel/fax: (021) 610-7365 E-mail: vilmarberna@jornal-do-meio-ambiente.com.br

Este artigo é parte do Livro É possível ser Feliz que Rede CTA-UJGOIAS estará editando na íntegra de Vilmar Berna produzirdo já a uns 10 anos, na forma de livro pela Paulus e que já está na 3ª edição (traduzido para o espanhol, circula na América Latina, a partir da Venezuela, desde 1995) como parte da Coletânea Reflexões JMA - Jornal do Meio Ambiente.


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