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03027000021 - Environment Justice x Finance - Série "A Doença do Racismo" [3] - Judeus, palestinos, sírios e libaneses são irmãos na genética - 09/05/2000 - Globo.com 24/07/00 08:32:18

Environment Justice x Finance
Série "A Doença do Racismo" [3]
http://www.globo.com/noticias/arquivo/ciencia/20000509/4k6lkp.htm
09/05/2000 -  Globo.com

Judeus, palestinos, sírios e libaneses são irmãos na genética

Um novo estudo genético acaba de comprovar o que a História já sugeria: judeus, palestinos, sírios e libaneses, há longo tempo envolvidos nos sangrentos conflitos do Oriente Médio, são todos irmãos do ponto de vista genético. Partilham uma mesma linhagem que começou milhares de anos atrás, e que, desde então, sofreu poucas misturas com outros povos.

"Judeus e árabes são todos filhos de Abrahão e preservaram suas raízes ao longo de 4 mil anos", disse ao site "Science Daily" o pesquisador Harry Ostrer, diretor do Programa de Genética Humana da Escola de Medicina da Universidade de Nova York e um dos autores do novo estudo, feito por uma equipe internacional de cientistas dos Estados Unidos, Europa e Israel.

Os pesquisadores analisaram o cromossomo Y, que é transmitido do pai para o filho homem, de mais de 1.371 homens de 29 grupos populacionais de diversas regiões do mundo, incluindo judeus e não-judeus do Oriente Médio, Norte da África, África subsaariana e Europa. Buscavam identificar se houve um ancestral comum a alguns desses grupos. Descobriram que árabes e judeus partilham um ancestral comum e são mais aparentados uns aos outros do que aos não-judeus de outras partes do mundo.

Para buscar os sinais do ancestral comum, os cientistas se baseiam no fato de que, ao longo da história da humanidade, ocorreram alterações na seqüência de bases químicas que formam o DNA contido nos cromossomos, gerando determinadas variações que podem ser identificadas pelas modernas técnicas genéticas. Populações aparentadas carregam as mesmas variações, que os pesquisadores chamam de assinaturas genéticas. Dessa forma, os cientistas podem rastrear os ancestrais comuns de grandes populações.

O estudo, publicado na última edição dos "Proceedings" da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, revelou que os homens judeus compartilham um conjunto de assinaturas genéticas com os não-judeus do Oriente Médio, incluindo palestinos, sírios e libaneses, e que essas assinaturas divergem significativamente das encontradas nos não-judeus de outras regiões.


http://www.globo.com/noticias/arquivo/ciencia/20000509/4k6mvw.htm

09/05/2000 -  Globo.com

Mistura de judeus com outros povos foi pequena

O estudo que comparou os genes de judeus e árabes também revelou que, apesar das longas e constantes migrações dos judeus pelo mundo desde a Diáspora (a fuga dos judeus da Palestina, a partir do ano 556 da Era Cristã), as comunidades judias quase não se misturaram geneticamente com populações não-judias. Se o tivessem feito, os homens judeus de diferentes regiões do mundo não compartilhariam as mesmas assinaturas genéticas em seu cromossomo Y.

Como as antigas leis judaicas estabelecem que a afiliação religiosa é dada pelo lado materno, os geneticistas aproveitaram a oportunidade de estudar o cromossomo transmitido apenas pelo pai para avaliar a contribuição de homens não-judeus para a atual diversidade genética dos judeus. Descobriram que essa contribuição foi pequena. Segundo o chefe da pesquisa, Michael Hammer, da Universidade do Arizona, os pesquisadores se surpreenderam ao descobrir como é forte a presença do sinal genético do Oriente Médio em homens judeus de diferentes comunidades criadas pela Diáspora através do mundo.


http://www.starmedia.com/noticias/sociedade/artigo?art=1295876&fd=AFP

 Coca-Cola é acusada de discriminação racial

Por Valérie Leroux

ATLANTA, EUA, 25 mai (AFP) - "A cada 10 segundos, 126 mil pessoas compram um produto da Coca-Cola!". A companhia mais famosa do mundo está orgulhosa de seu êxito internacional, mas teme por sua imagem: seus funcionários negros acusam-na de discriminação racial.

Em 1999, 10 de seus funcionários negros apresentaram uma queixa nos Estados Unidos por discriminação racial. Agora, tentam organizar uma ação coletiva com a participação de dois mil colegas, o que poderia fazer com que o caso tomasse novas dimensões, se aceito pela Justiça.

"Há discriminação em nível de promoções, de aumentos salariais", afirma Willie Gary, advogado de quatro funcionários.

O caso tomou um rumo decisivo no último dia 19 de abril, quando o ex-diretor da companhia Larry Jones, 53, pediu que se boicotassem os produtos da Coca-Cola. "Pedimos à empresa que mudasse suas práticas ou pelo menos falasse conosco, mas não tivemos êxito", disse Jones em Atlanta (no Estado americano da Geórgia, Sul), cidade onde fica a sede da companhia. "O boicote é a única maneira de fazer com que sejamos ouvidos", acrescentou.

Este responsável negro do setor de Recursos Humanos, demitido em fevereiro, durante a restruturação da empresa, realizou em seguida uma campanha pela retirada das máquinas de venda de produtos da Coca-Cola de empresas americanas e lugares públicos.

A Conferência de Líderes Cristãos do Sul, fundada por Martin Luther King, manifestou, no último dia 19, seu apoio à retirada das máquinas, o que representou a primeira vitória do boicote.

O grupo Coca-Cola, que rechaçou as acusações, permanece em silêncio, mas desde a chegada do seu novo diretor-presidente, Douglas Daft, em dezembro do ano passado, a companhia vem respondendo aos ataques nomeando negros para cargos de importância, como a direção de Recursos Humanos.

A Coca-Cola também anunciou, em meados deste mês, um programa de um bilhão de dólares para empresas dirigidas por negros ou mulheres e ligadas ao grupo.

As acusações de discriminação racial poderiam levar meses, principalmente se a Justiça aceitar a ação coletiva.

Os Estados Unidos têm muitos precedentes neste tema, a começar pelo caso da petrolífera Texaco, que teve que desembolsar 176 milhões de dólares, em 1997, para solucionar suas diferenças com 1,3 mil funcionários negros.

"Cerca de 2 mil funcionários e diferenças salariais de 27 mil dólares por ano em média entre brancos e negros, durante muitos anos (...) a Coca-Cola deverá pagar pelo menos 200 milhões de dólares", calcula Larry Jones.

Para Marc Bendick, economista especializado no tema da discriminação, ainda existe um preconceito sutil nas empresas, mas que nada lembra o racismo dos anos 50.


http://www.terra.com.br/istoe/

Justiça    branca

Absolvição de policiais que mataram imigrante africano inocente provoca revolta em Nova York

Por Osmar Freitas Jr. – Nova York

Perto da meia-noite do dia 4 de  fevereiro de 1999, quatro policiais do  esquadrão Street Crime Unit – a unidade de elite no combate ao crime de rua em Nova York – procuravam um estuprador pelas ruas pobres do lado oeste da região do Bronx. Encontraram um rapaz negro entrando no vestíbulo de um prédio. Cercaram imediatamente o local e deram ordens para que o suspeito parasse. O moço, um imigrante africano, voltou-se, enfiou a mão no bolso traseiro e retirou de lá um objeto negro. A partir daí, os números que envolvem o caso são tão superlativos quanto impressionantes. Nada menos do que 41 tiros foram disparados em duas sessões de fuzilamento.

Dezenove balas atingiram o alvo, imóvel. Descobriria-se depois que a vítima era um trabalhador, sem passagem pela polícia. O objeto que tinha à mão direita era uma   carteira com documentos. Durante mais de um mês, a cidade de Nova York seria   mobilizada em manifestações de protestos. Celebridades, como a atriz Susan   Sarandon, o ex-prefeito David Dinkins e o ativista e pastor Jesse Jackson,  foram presas em demonstrações de desobediência civil em frente do QG principal da polícia e da prefeitura. Um ano depois, um júri na cidade de Albany  – a cerca de 70 quilômetros de Manhattan, para onde o julgamento fora transferido numa manobra da equipe de defesa – ouviu durante quatro semanas as acusações. Depois de 21 horas de deliberações, o mesmo júri, no último dia 25, inocentou os quatro policiais acusados em seis quesitos cada um. Foi ouvido 24 vezes o mesmo veredicto: "inocente".

Começava desse modo 41 dias de protestos – um para cada bala disparada  contra Diallo – que têm imobilizado boa parte de Nova York e promete também capturar a agenda de candidatos à presidência, ao senado e acionar os promotores do Departamento de Justiça americano num processo judicial movido pelo governo federal. Pelas ruas do Bronx ou nas vizinhanças de City Hall, onde estão a prefeitura e o QG da polícia, homens e mulheres, a maioria negra e hispânica, levam filhos pequenos nos ombros e carteiras nas mãos, aos gritos de "Matem este também!", ou "Eu tenho uma carteira: atirem em mim!" À frente das manifestações estão os pais de Diallo. Sobre um pódio improvisado,  debaixo da garoa fria da tarde de segunda-feira 28, Kadiatou Diallo, a mãe do morto, como sempre está paramentada com as roupas tradicionais de Gana.

Assim, de longe, a trágica figura parece o símbolo maior da terra onde seu filho foi morto. Seus contornos lembram a Estátua da Liberdade, mas seu carisma dramático é aquele das viúvas de Tróia. "Justiça! Só desejo justiça, não apenas para Amadou, mas para todos nessa cidade que vivem o terror da perseguição por causa da cor de suas peles", disse em discurso emocionado, mas sereno.

Sua compostura, aliada a uma inesperada cabeça fria de seu protetor, o reverendo Al Sharpton, são os únicos fatores que impedem a massa de partir para distúrbios violentos. "Não se permita que um único tijolo seja atirado. Não se permita que uma única garrafa seja arremessada. Os que acreditam em Amadou não devem trair sua memória e agir como aqueles que o mataram", discursou preendentemente Sharpton. Ele é o ativista negro, líder na defesa dos direitos civis de minorias, e cujas armas favoritas no passado bem recente eram a demagogia e os discursos inflamados. Sua destemperança valeu-lhe homenagem dúbia no romance Fogueira das vaidades, de Tom Wolfe, onde um personagem militante e oportunista foi moldado à imagem e semelhança do reverendo. Dessa vez, porém, sua ação firme, mas pacifista é o único escudo  protetor de uma cidade onde as minorias raciais estão a ponto de explodir.

Racismo – O impacto do veredicto, a princípio, causou pasmo. Não se conseguia entender as razões do júri para soltar o esquadrão de fuzileiros da polícia. O próprio Sharpton explicou a ISTOÉ o que deu errado no trabalho da equipe de promotores do Bronx que foi a Albany com a certeza de, pelo menos, ter conseguido as condenações por crimes de homicídio culposo, e nem isso conseguiu. "Os jurados não viram uma face na vítima. Não visualizaram um retrato de Amadou, o rapaz trabalhador e muçulmano devoto. Além disso, a promotoria falhou em não levantar a questão racial do caso. O racismo intrínseco dos policiais da cidade de Nova York não foi abordado. Foi como se um enorme elefante cor-de-rosa estivesse na sala do tribunal, e todos se recusassem a vê-lo. A questão racial é fundamental neste caso", disse o   reverendo.

A análise é corretíssima, a equipe de quatro promotores brancos falhou em ressaltar o aspecto racial da questão, preferindo pegar-se a tecnicalidades. E o preconceito racial é fato reconhecido até mesmo pelos próprios policiais nova-iorquinos. "A Força está composta por policiais que não moram na cidade, não foram criados na cidade e não entendem a composição demográfica local", disse a ISTOÉ o sargento Frank McCullough, um veterano da Polícia. Seus colegas envolvidos no caso Diallo moram e foram criados em comunidades suburbanas de Long Island. "Eu nasci e fui criado no Bronx.

Desde pequeno vejo diferentes tipos raciais. Fui para a escola com meninos negros, judeus, hispânicos, árabes e chineses. Minha vida inteira convivi com esses tipos. Estou acostumado com gente diferente de mim. Agora, esses novos   policiais vêm dos subúrbios de classe média, principalmente de Long Island, onde a comunidade é homogênea: só tem brancos. Para eles, os negros, hispânicos, árabes ou orientais continuam sendo suspeitos", ensina o sargento.

"Se Diallo fosse branco, os policiais teriam agido de modo diferente. Eles não iriam confundir uma carteira de documentos de um jovem branco com um revólver", disse o advogado Johnnie Cochram, estrela do time de defesa que conseguiu inocentar o jogador O.J. Simpson no julgamento mais sensacional da década. A julgar pelas ações passadas do esquadrão a que os policiais envolvidos pertencem, essas atitudes de peneira racial são parte integrante da  estratégia de trabalho. A Street Crime Unit que foi dissolvida depois do caso Diallo, tinha 150 policiais, algo como 2% da força, todos agindo à paisana. Sua principal atividade era patrulhar ruas de regiões mais pobres em busca de armas não registradas, prevenção de crimes e captura de suspeitos.

Nada menos do que 20% das armas apreendidas em Nova York durante o espaço de um ano vieram das ações dessa unidade. Mas o custo social dessa prevenção, dizem os críticos, foi muito caro. Entre 1997 e 1998, os homens de ouro da SCU pararam e revistaram 45 mil pessoas, sendo que somente nove mil foram presas. Ou seja: um exército de 36 mil cidadãos inocentes foi importunado,  sou vergonha e teve seus direitos constitucionais desrespeitados apenas porque policiais não foram com suas caras. Nos Estados Unidos está previsto na Constituição que ninguém pode ser revistado sem motivos concretos de suspeita. E 96% dos parados pela SCU eram negros ou hispânicos. Tiveram  mais sorte do que Amadou Diallo. Ao menos saíram vivos. 

Link relacionado:   www.ci.nyc.ny.us/html/nypd/home.html - Copyright 1996/2000 Editora Três

Série Coletânea "A doença do Racismo " - Organizado por Maria de Fátima Oliveira email: fatimao@medicina.ufmg.br

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