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03027000023 - Environment Justice x Finance - Série "A Doença do Racismo" [1] -A coletânea - "A Doença do Racismo" - Por Fátima Oliveira 24/07/00 08:52:54

Environment Justice x Finance - Coletânea (1)
Série "A Doença do Racismo"

A coletânea - "A Doença do Racismo" [1]

Por Fátima Oliveira*

As patentes de remédios constituem o principal motivo pelo qual é impossível oa cesso aos medicamentos para a aids na Àfrica. Há uma  face abominável e assassina das patentes, que é o enfeudamento dos saberes, posto que geram monopólios, mesmo temporários; garantem mercados seguros e cativos e criam barreiras contra a difusão do saber e o direito de aprender. As patentes estão na base da explicação porque o Continente Africano não dá conta de combater a aids. É imoral que as patentes de medicamentos tenham primazia sobre o direito à assistência médica, ao remédio e à vida. Para maquiar a crueldade e os lucros obscenos, no início de 2.000, Bill Clinton capitaneou um acordo internacional de esmola, com apoio da indústria farmacêutica, sob o argumento que a devastação causada pela aids na África diz respeito à segurança nacional dos EUA! Tem razão, as patentes correm risco.

Artigos Coletados

A doença do racismo (BBC) + Negros têm menos chances de tratamento para ataque cardíaco + Pesquisa sobre Aids em Uganda cria polêmica ética + Caso Tuskegee + A igualdade dos desiguais + Pé na taba + A alfabetização em genética é parte da luta anti-racista! + Judeus, palestinos, sírios e libaneses são irmãos na genética + Mistura de judeus com outros povos foi pequena + As síndromes falciformes + A cor da pobreza + Coca-Cola é acusada de discriminação racial + J U S T I Ç A   B R A N C A  + O racismo comprovado em números + O caso Luciano Soares Ribeiro (Canoas, RS) + Aids destrói famílias e cria geração de órfãos na África + Conferência sobre Aids termina com esperança e pedido de dedicação + O Livro da Saúde das Mulheres Negras: Nossos Passos vêm de longe + Oficinas Mulher Negra e Saúde +  Assista COBAIAS!


http://www.bbc.co.uk/portuguese/omh00071508.htm

15.07.2000

Racismo causa 'esquizofrenia' na Grã-Bretanha, diz estudo

Muitos negros não têm razões biológicas para a esquizofrenia diagnosticada

Negros que vieram do Caribe e vivem na Grã-Bretanha têm seis vezes mais chances de ser diagnosticados como esquizofrênicos do que os brancos, mas uma pesquisa prova que não existe nenhum motivo biológico para isso.

Um estudo feito pelo Instituto de Psiquiatria da Grã-Bretanha indicou que os médicos interpretam algumas reações dos negros erroneamente como esquizofrenia, já que eles não apresentam nenhuma doença mental.

No entanto, esses negros apresentam sintomas da esquizofrenia, como comportamento irregular e paranóia. Esses sintomas seriam explicados pelo "racismo" que eles enfrentam na sociedade britânica.

Os pesquisadores descobriram que a porcentagem de pessoas com esquizofrenia nos países de origem dos negros caribenhos era a mesma que entre os brancos britânicos, derrubando assim a teoria de origem biológica da doença.

Racismo

O diretor nacional do setor de saúde mental na Grã-Bretanha, Louis Appleby, disse que "o sistema funciona, de fato, de forma que alguns grupos raciais são prejudicados".

Ele negou, no entanto, que exista racismo por parte dos médicos na hora de diagnosticar a doença mental.

O problema, de acordo com o professor Robin Murray, do Instituto de Psiquiatria, é que os "médicos interpretam mal o comportamento dos negros".

"Ninguém nunca se preocupou em ver se odiagnóstico de esquizofrenia deve ser feito da mesma forma para os negros caribenhos do que para os brancos."

http://www.ig.com.br/home/editorial/stories/editorial_body/0,1205,200477,00.html

Leia mais no site da BBC.


http://www.ig.com.br/home/editorial/stories/editorial_body/0,1205,127877,00.html

Negros têm menos chances de tratamento para ataque cardíaco

13.04.2.000

O estudo de Canto baseou-se na análise de 234.769 pacientes do Medicare que sofreram ataques  do coração. Desse total, 26.575 eram candidatos óbvios a receberem medicamentos ou cirurgia para o desbloqueio de veias do coração

BOSTON, EUA – Para cada 100 homens brancos dos EUA com ataque cardíaco que têm suas veias desentupidas por medicamentos ou cirurgia, apenas 85 homens negros recebem o mesmo tratamento, afirmou na quinta-feira a revista The New England Journal of Medicine. 

As mulheres negras, segundo o artigo, também recebem esse tipo de tratamento com menor freqüência que as brancas.
"Negros, independentemente de seu sexo, têm probabilidades significativamente menores   que brancos de receber esse tratamento de grande eficácia no combate a ataques cardíacos", afirmou a equipe responsável pela pesquisa, liderada por John Canto, da   Universidade do Alabama (EUA).
Mas Canto, que concentrou seu estudo exclusivamente nos pacientes atendidos pelo Medicare, ressalvou que eles "não foram capazes de relacionar os dados com a condição sócio-econômica dos pacientes", o que poderia alterar as descobertas.
O Medicare é o programa de seguro de saúde dos EUA que atende cerca de 40 milhões de idosos e deficientes físicos do país.


O Estado de SP - 30.03.2.000

Pesquisa sobre Aids em Uganda cria polêmica ética

Um estudo com mais de 15 mil pessoas na região rural de Uganda originou questões éticas sobre a pesquisa da aids em comunidades pobres. A pesquisa causou polêmica, não por causa das conclusões, mas em razão da forma como foi conduzida. Diferentemente de estudos sobre HIV feitos em países desenvolvidos, desta vez não foi oferecido tratamento aos voluntários, nem os médicos informaram o parceiro saudável de um paciente sobre a doença. Ao contrário, a equipe liderada por Thomas Quinn, do National Institute of  Allergy and Infectious Diseases, simplesmente testou os voluntários.

A pesquisa concluiu que o risco de disseminar aids via sexo heterossexual  aumenta ou diminui conforme a quantidade de vírus circulando no sangue. Publicado no "Thursday’s New England Journal of Medicine", o trabalho também confirmou pesquisas recentes sugerindo que a circuncisão protege contra a propagação do HIV, vírus causador da aids. A editora do "New England Journal", Marcia Angell, disse que os especialistas estavam divididos em relação à questão sobre se é ético negar tratamento a pessoas de países pobres. Angel e outros especialistas temem que os pesquisadores podem preferir fazer pesquisas sobre aids em países pobres, porque e mais barato e há menos obstáculos logísticos. Ela disse que o jornal decidiu publicar a pesquisa porque os resultados são significativos. "O importante é que esse assunto seja explorado honestamente e as respostas reflitam mais argumentos morais do que simples oportunidade", disse a editora.

A descoberta sugere que quando o nível de vírus no sangue e baixo na pessoa que esta recebendo potentes medicamentos anti-HIV, seu risco de transmitir a doença ao parceiro pode ser menor. Por outro lado, o trabalho mostrou que nenhum dos 50 homens circuncidados adquiriu a infecção durante o estudo.

Reproduzido pelo: Jornal da Ciencia (JC E-Mail)   <jciencia@domain.com.br>
30/março/2000 – No. 1510 – Notícias de C&T - Serviço da SBPC.


http://ufrgs.br/HCPA/gppg/tuekegee.htm

Caso Tuskegee

Em 1929, foi publicado um estudo, realizado na Noruega, a partir de dados históricos, de mais de 2.000 casos de sífilis.
De 1932 a 1972 o Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos da América realizaram uma pesquisa, cujo projeto de pesquisa nunca foi localizado, que envolveu 600 homens negros, sendo 399 com sífilis e 201 sem a doença, da cidade de Tuskegee, no estado do Alabama. O objetivo do estudo Tuskegee era observar a evolução da doença, livre de tratamento. Não foi dito aos participantes que eles tinham sífilis, nem os efeitos desta patologia. O diagnóstico dado era de ‘sangue ruim’. A contrapartida pela participação no projeto era o acompanhamento médico, uma refeição quente no dia dos exames e o pagamento das despesas do funeral.
 A partir da década de 1950 já havia terapêutica estabelecida para o tratamento da sífilis, mesmo assim todos os indivíduos incluídos no estudo continuavam sem receber tratamento. Em 1969, a imprensa noticiou a confirmação de que já tinham ocorrido 28 mortes no estudo. A repórter Jean Heller, da Associated  Press, publicou, no New York Times, em 26/07/72, uma matéria denunciando este projeto. Após 40 anos de acompanhamento, ao término do projeto, haviam apenas 74 sobreviventes, sendo que mais de 100 pessoas morreram de sífilis ou de complicações da doença. A instituição responsável pela condução do projeto, nas suas últimas etapas, foi o Centro de Controle de Doenças (CDC) de Atlanta.

Em 1997 ainda 8 (oito) pessoas estavam vivas. O governo norte-americano decidiu fazer um pedido de desculpas formais a todos que foram enganados durante o experimento de Tuskegee.

Referências: JONES, JH. Bad blood: the Tuskegee syphilis experiment. New York: Free, 1993: 1-11; VIEIRA, S. e HOSSNE, W. S. Experimentação em seres humanos. São Paulo: Moderna, 1987:47.

Internet: Tuskegee - abril/1997 (New York Times); Tuskegee - abril 1997 (Folha de São Paulo)"  * Texto copiado integralmente da home page do Núcleo Interinstitucional de Bioética UFRGS - HCPA   http://ufrgs.br/HCPA/gppg/tuekegee.htm

Mais dados sobre o assunto:  The Troubling Legacy of the Tuskegee Syphilis Study
http://www.med.virginia.edu/hs-library/historical/apology/index.html

O Caso Tuskegee: quando a ciência se torna eticamente inadequada. Prof. José Roberto Goldim http://culturabrasil.art.br/RIB/boletim17.htm

Série Coletânea "A doença do Racismo " - Organizado por Maria de Fátima Oliveira email: fatimao@medicina.ufmg.br

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