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03027000034 - Environment Justice x Finance - Site Aventure-se - Sessão Biosfera - http://www.aventurese.com.br/biosfera.htm - Direitos Humanos no Dia Mundial do Meio Ambiente - Por Marcelo Baglione, 31/07/00 14:53:22

Environment Justice x Finance

Site Aventure-se - Sessão Biosfera - http://www.aventurese.com.br/biosfera.htm

Direitos Humanos no Dia Mundial do Meio Ambiente

Por Marcelo Baglione*

Todo dia, no início da noite, vou para o Flamengo fazer minha musculação. Neste percurso, atravessando sinais, praças e calçadas deste bairro, é muitíssimo comum ver uma população de jovens desassistidos chafurdando cola em latinhas ou sacos, onde sempre encontraram a lavagem do vício que anestesia a realidade e perverte o futuro deles e de todos nós.

Assim eles ficam o tempo que for necessário. Assim eles ficam toda uma vida que é, infelizmente, cada vez mais exígua.

Enquanto isso, determinados "profissionais da vida pública" carioca fazem de seus cargos e mandatos uma peste sem fim; praticamente uma dinastia sem descendentes.

Já testemunhei menores na faixa de oito anos sufocarem o seus momentos infortunados nesta maldição urbana que cada vez mais vem cariando o sorriso da Cidade Maravilhosa, cujo hálito pestilento é habilmente mantido por um vil contingente de políticos repulsivos e de uma administração digna deles.

A população..., lamentavelmente, ainda não acordou; de certa maneira, também está entorpecida como os nossos meninos de rua, sem diretrizes ou opções de ação para mostrar a sua indignação e revolta contra toda esta situação de sedição política.

Leiam o depoimento do Biólogo Sidney Grippi que vem a seguir. Em um trecho, com muita propriedade, ele diz:

"A qualidade de vida do homem depende da qualidade e estabilidade do ambiente onde ele vive, trabalha e retém o seu sustento"

Esta geração perdida — os obscuros incriados da urbe — são educados sem pai nem mãe, ou qualquer família, na chocadeira do banditismo, o mesmo que produziu o horrendo seqüestro do ônibus 174, e que teve um desfecho trágico no Rio de Janeiro.

De nada adiantará preservarmos micos, baleias ou palmitos se não recompormos o real significado de palavras como SOLIDARIEDADE, COOPERAÇÃO, COMPAIXÃO; pois a espécie que mais precisa de ajuda e justiça no mundo é a própria raça humana: a única que, conscientemente, devasta o meio ambiente, proporcionando todos os meios para pôr em risco toda a vida na biosfera.

Nos grande centros urbanos, ou no espaço rural, os excluídos são vistos como fantasmas que precisam ser exorcizados, como se esta mazela socioeconômico pudesse simplesmente ser extirpada — com um apêndice — de nosso organismo depauperado, injusto e profundamente antiecológico; portanto, doente.

Se quisermos fazer justiça em Todos os Dias do Meio Ambiente, precisamos nos organizar com solidez e maturidade e olhar de frente a seguinte questão:

"No Brasil, as cidades e o campo estão cheios de seres humanos famintos não só de pão e terra; estão todos sedentos, no limite da vida, lutando, sobrevivendo e...morrendo por uma absoluta falta de justiça"

Só há uma saída: abraçar uma Ecologia Integral, onde insere-se de uma maneira inalienável a Ecologia Social, exposta com brilhantismo por Leonardo Boff.

Estou consternado com tudo o que vem acontecendo no Brasil. Ando indignado porque não é apenas o meio ambiente que está doente e depauperado. Nos últimos cinco séculos, o poder brasileiro fossilizou uma política oligarca, classista, que não enxerga nada além de vantagens e privilégios babilônicos que só atendem a si mesmo.

Segundo as nossas elites, seres humanos e meio ambiente nada mais são do que uma abundante fonte de riqueza que precisa ser saqueada sob a tirania de planos econômicos e políticas não solidárias.

É uma política psicopata! Não tem um pingo de remorso.

Sei que é chover no molhado, mas quem está na chuva é pra se molhar mesmo.

Há uma grande solução: EDUCAÇÃO; ou, como venho dizendo, a ECOPEDAGOGIA que um dia ainda fará o poder pensar ecolíticamente, em vez deste perfil patológico ecocida — condenável — de nosso congresso que só pensa em suprimir manguezais ou reduzir a carvão reservas florestais, por exemplo.

Me diga:

Estas propostas absurdas e biogeocidas de nossos parlamentares não são atitudes que vão contra os direitos humanos e ambientais?

Desgraçadamente, meio ambiente e brasileiros não tem imunidade parlamentar para se preservarem destas tentativas insanas arquitetada por nossos (!?) compatriotas QUE CERTAMENTE NÃO LERAM OU RASGARAM TODAS AS CARTA DA TERRA.

Acho que nem olharam para o chão que pisam; pois, obviamente, não sabem que Gaia está sob os pés de todos e a tudo sustenta.

Boxe de informações adicionais:

Fonte: Sidney Grippi grippi@resenet.com.br.

Fonte: Leonardo Boff lboff@uol.com.br , Ética da Vida, Ed. Letraviva, DF, 1999.

Fonte: Por Ricardo Khon rkohn@ksnet.com.br - Não se faz gestão ambiental com %.

Fonte: Moacir Gadotti motiro@uninet.com.br e Gustavo Belic Cherubine cherubin@paulofreire.org - A Carta da Terra na Perspectiva da Educação — Um desafio para o terceiro milênio.

Links sugeridos.

1. Declaração Universal dos Direitos da Criança.

http://www.mj.gov.br/conanda/undeclp.htm

2. Declaração Universal dos Direitos Humanos.

http://www2.rantac.com.br/users/lazaro/direitoshumanos.htm

3. Declaração sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio de Janeiro, 1992)

http://www.direitoshumanos.usp.br/documentos/tratados/desenvolvimento/declaracao_sobre_meioambiente_e_desenvolvimento.html

4. Uma Agenda 21 do PT para um Brasil Sustentável.

http://www.abordo.com.br/~gilneyviana/meioamb1.htm

5. ONU — Organização das Nações Unidas.

http://www.un.org/

6. Rede CTA-Consultant, Trader and Adviser
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Sindicato dos Economistas, no Estado de São Paulo

amyra@netdoctors.com.br   - www.sindecon-esp.org.br

7. Banco de dados da Rede CTA-UJGOIAS
O Universo Jurídico do Estado de Goiás
http://www.ujgoias.com.br  - ujgoias@ujgoias.com.br

8. Leonardo Boff

http://fly.to/boff

Depoimento.

A importância dos processos de educação ambiental em nossa sociedade

Dentre os fatores de sucesso para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, o que pode ser entendido como sinônimo de cidadania ou direitos humanos, está o processo da educação ambiental.

Segundo os maiores especialistas, a educação ambiental nos ensina regras claras para as relações do homem com o meio ambiente e com a natureza. Estas regras são de vital importância, pois mesmo sendo o homem um elemento da própria natureza, ele é um agressor em potencial.

A preservação dos elementos bióticos e abióticos dos ecossistemas, além dos recursos naturais, são indispensáveis para o equilíbrio do homem com a natureza, pois sem estes elementos, é impossível a sobrevivência humana. Neste sentido, a educação ambiental deve começar nas escolas. As crianças no processo de aprendizagem e formação escolar, podem muito cedo aprender a preservar e a entender a importância dos recursos naturais para nossa vida. Governos tem implantado suas políticas de educação ambiental, seguindo a diretiva maior que é a Política Nacional de Educação Ambiental, baixada pela presidência da república, mas ainda temos poucos exemplos práticos de sucesso.

Os centros urbanos tem sofrido muito com o aumento populacional, fato este que está diretamente relacionado com o desequilíbrio ambiental em nossas metrópoles. A cada ano as reservas de alimento precisam ser garantidas fazendo com que a pressão do homem sobre a terra aumente cada vez mais, visando a expansão da mesma para a agricultura. Mais gente consumindo, mais lixo sendo gerado, e assim por diante. A educação ambiental é de vital importância para o aprendizado deste equilíbrio. Além do preocupante crescimento das populações, é preocupante como o homem administra mal os recursos naturais e a biodiversidade. Desmatamentos, queimadas e poluição das águas com despejos industriais e domésticos, são alguns exemplos da má utilização dos recursos naturais; o homem polui a própria água que ele utilizará. Nossa espécie não sabe preservar; ela mesma desequilibra e não pensa no amanhã, nas gerações futuras que ainda utilizarão estes recursos. Desta forma, podemos afirmar que os direitos do homem com relação ao meio ambiente, ele mesmo não os preserva adequadamente, o que pode gerar um antagonismo quando o mesmo homem requer cidadania.

Os mecanismos de atuação ambiental dos governos, podem ajudar neste processo de educação ambiental. Instrumentos como conselhos municipais de defesa do meio ambiente, agenda 21, fiscalização por parte dos órgãos do SISNAMA (como as secretarias municipais do meio ambiente), são importantes neste processo. Sem educação ambiental como fator de equilíbrio sustentável, corre-se um grande risco.

A história do crescimento populacional sobre o planeta, gerava uma expectativa nos últimos 350 mil anos, que a população humana ultrapassaria o século 21 com a marca aproximada de 1 bilhão de pessoas. Na geração de nossos pais, esta expectativa era de que este número estaria em torno de 2,5 bilhões de pessoas; contudo, na nossa geração, chegamos efetivamente a marca assustadora de 6 bilhões de habitantes na terra. Em 100 anos, a população mundial aumentou em 5 bilhões de pessoas segundo dados estatísticos. A mais recente expectativa é de que nos próximos 40 anos este número vá dobrar novamente, portanto 60 anos mais cedo. Este fenômeno é atribuído graças aos avanços da medicina por exemplo, onde mais pessoas sobrevivem ao nascerem e vivem mais tempo, graças a fartura de alimento existente na terra e a aparente paz mundial que reina em nossos dias.

Pergunta-se se doenças, epidemias e guerras mundiais serão os controladores da atual explosão demográfica ? A qualidade de vida do homem depende da qualidade e estabilidade do ambiente onde ele vive, trabalha e retém o seu sustento. Ar e água poluídos, alimentos contaminados por agrotóxicos e outros tipos de poluição urbana e industrial, afetam drasticamente a qualidade de vida do homem. Pode-se concluir, que para manter a qualidade de vida e até mesmo a vida sob a terra, as sociedades humanas devem mudar radicalmente sua postura e suas ações em relação ao meio ambiente. Este fenômeno somente será possível através da educação ambiental, não só de crianças, mas também dos adultos, do povo e dos trabalhadores em geral. A educação ambiental é um processo de conscientização, as pessoas precisam aprender a mudar seu relacionamento com o meio ambiente.

Exemplos do cotidiano devem ser cada vez mais aplicados para ajudar neste entendimento, como por exemplo, economizar energia elétrica para que não seja necessária a construção de mais usinas nucleares ou hidrelétricas, reciclar papel para que não haja necessidade de derrubar mais árvores, usar bem os alimentos para que não haja necessidade de expansão de novas fronteiras agrícolas; ou ainda, reaproveitar materiais para diminuir a incessante necessidade de mais matéria-prima virgem.

Nossa esperança é que através da educação ambiental, possamos atingir este grau de conscientização e equilíbrio em prol da preservação do meio ambiente, do desenvolvimento sustentável e principalmente da qualidade de vida das pessoas. Onde há qualidade de vida, há cidadania e direitos humanos assegurados.

Sidney Grippi é Biólogo, pós-graduado em Engenharia Ambiental pela Escola de Engenharia da UFRJ, pós-graduado em Perícia e Auditoria Ambiental pelo Centro de Estudos Ambientais da Universidade Estácio de Sá / RJ, possui especialização em Meio Ambiente pelo Instituto Tecnológico Ambiental Mapfre - Espanha, Environmental Auditor and Lead Assessor for Quality Systems. Conselheiro do CFBio – Conselho Federal de Biologia. E-mail: grippi@resenet.com.br

Marcelo Baglione é jornalista e escritor. Formado em Comunicação Social pela PUC/RJ. Assina a sessão Biosfera do site Aventure-se www.aventurese.com.br, no IG. Também assina as sessões Polêmica e Televisão/Documentário no Aqui! www.aqui.com.br. email: mabaglione@rionet.com.br e paxbiosferica@rionet.com.br


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