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03027000037 - Environment Justice x Finance - Favelas coloridas, corrija-me se estiver errado! - Por Anderson José Pisaniello 02/08/00 02:27:59

Environment Justice x Finance -

Favelas coloridas, corrija-me se estiver errado!

Por Anderson José Pisaniello*

Se destacar profissionalmente em um país como o Brasil não é tarefa para qualquer um, principalmente quando se opta por dirigir as ações profissionais, às causas ambientais. É como nadar contra a correnteza do consumo neo - evolutivo. O que fica evidente neste primeiro semestre de 2000 é que, distintamente, existem regras e "regras" neste jogo tropical.

Logo abaixo, explano alguns conceitos econômicos - ambientais já sedimentados, porém nem sempre compreendidos em sua essência, devido à dualidade com que tais informações nos são apresentadas, e que inevitavelmente nos causa uma profunda sensação de impotência e revolta diante da incerteza de se saber quem joga contra quem. 

Então como o título sugere, corrija-me se estiver errado:

- O Brasil até pouco tempo atrás orgulhava-se de ostentar sua maior fonte de geração de energia, a Hidro - elétrica, que atualmente se encontra amplamente comprometida pelo assoreamento de rios e nascentes além do desperdício evidente, pondo em risco o abastecimento energético das principais regiões do país.

- Mas nada disso tem muita importância, pois nos precavemos através da construção de algumas usinas atômicas que apesar de não funcionarem "lá muito bem", quase não oferecem riscos ou ameaças ao meio ambiente. Além do mais, mesmo diante da desatualização da proposta atômica como fonte de energia, ela ainda poderá nos garantir alguns kWatts em caso de necessidade futura. Será?

- Sem pessimismo! O Brasil é um pais rico e ainda temos o Petróleo vertendo abundantemente em nosso território. Pena que em alto-mar.

- A propósito, o Petróleo é um combustível fóssil, e que se encontra preenchendo os poros das rochas sedimentares, formando-se depósitos muito extensos, porém finitos.

- Sabendo-se de sua finitude, as maiores e principais Companhias Petrolíferas Mundiais já dirigem suas pesquisas para   tecnologias alternativas de obtenção e geração de energia, como a eletrólise do hidrogênio, a captação eólica e o aproveitamento da energia solar.

- Mas o Brasil é um país sábio, detentor de oportunidades econômicas impares. Por isso temos aqui a PETROBRÁS, que até pouco tempo, era monopolizadora deste fascinante recurso natural finito. Mas que em nome da globalização e dos avanços comerciais adotou uma nova postura, e hoje é uma empresa privada.

- "Tão privada", que além de hidratar semestralmente o meio ambiente com petróleo in natura, pulveriza suas ações entre os mais abastados e desinformados investidores.

- Ah sim, a vez dos abastados! Certamente que temos à frente um ótimo negócio. Uma empresa que ostenta ser "a líder da tecnologia de implantação de bases petrolíferas em alto mar", tem entre seus profissionais, os melhores calculistas de tubulações do país, todos concursados, detentores dos melhores Currículos Nacionais, sendo estes, selecionados nos mais enigmáticos métodos de ingresso profissional do país, mas que naturalmente como bons humanos, erram mesmo!

-  Basicamente o que se percebe, é que a PETROBRÁS  representa um patrimônio de milhares de conexões e tubulações com em média 25 anos de uso que estão estrategicamente fixadas nos mais belos ecossistemas nacionais. E que de fato, devemos torcer ( não literalmente) para que estejam em boas condições e não apresentem novos vazamentos.

- Então, selecione uma bela parcela de seu FGTS e compre ações de uma empresa que detém uma tecnologia de implantação de bases petrolíferas condenadas ao abandono, já que o petróleo é finito. Leve em conta, que mais algumas multas por contaminação do meio ambiente, comprometerão definitivamente a estrutura econômica da empresa. Que diga-se de passagem, é marcada sim, como uma grave agressora ao meio ambiente marítimo e que devido à intensificação do turismo nacional, possivelmente comprometerá o livre transito de embarcações de médio e grande porte pela costa Brasileira em um futuro próximo!

- Ainda sobre o petróleo, que tal uma rápida análise sobre o consumo de automóveis e motores à combustão no Brasil? Todos sabemos, que uma grande parcela da população nacional tem seu orçamento amplamente comprometido com a combustão diária de seus automóveis. 

- Sabemos também que a industria automobilística, especificamente a de caminhões, suprimiu na década de 70 a bem estruturada rede de estradas de ferro nacional , e que hoje se traduz no intenso transporte de cargas pelas rodovias nacionais e estaduais.

- Hoje o que vemos é um marketing pesado aplicado pela Industria Automobilística Internacional que a duas décadas, tenta subliminarmente, nos impor o conceito de que brasileiro é apaixonado por carro. "Eu não sou, e você ?". Logo, a questão é a seguinte:

- Já que o Petróleo irá acabar, o que faremos com as imensas frotas de KÁs, FIESTAs, UNO MILLEs e tantos outros automóveis que não terão combustível para circular devido aos altos preços e escassez do produto?

- Como Urbanista posso sugerir que o Brasil será detentor de uma das maiores favelas coloridas do mundo, composta pelas mais variadas e reluzentes carcaças de automóveis abandonadas, onde famílias inteiras desfrutaram do conforto proporcionado pelo que um dia, foi o sonho de consumo das classe média brasileira.

- Finalidade para estas carcaças já podemos vislumbrar, mas e quanto aos motores à combustão?

- Talvez poderemos finalmente apresentar aos jovens brasileiros os princípios básicos da Engenharia Mecânica!

Anderson José Pisaniello é Arquiteto e Urbanista com atuação dirigida á projetos ambientais.Email: anderson@alfenas.psi.br


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