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03027000044 - Environment Justice x Finance - Os Poderosos e a Natureza - Por Gert Roland Fischer 15/08/00

Environment Justice x Finance

Os Poderosos e a Natureza

Por Gert Roland Fischer* 

Superação do modelo alicerçado nas desigualdades sociais

A questão ecológica brasileira em muitas áreas tem retrocedido aos anos da década de setenta ou mesmo pior do que nunca o foi . Rios secam, Rios morrem. O mercúrio contamina peixes que os índios das últimas fronteiras da Amazônia se negam a comer. Os ministérios da Agricultura e Saúde, com as CPI's, acabaram se transformando numa vitrine transparente, na qual os brasileiros podem ver produtos explícitos como: corrupção galopante, poder absoluto da corporação e em parceria com as multis dos medicamentos, dos agrotóxicos, dos transgênicos, dos medicamentos BO's, entre tantas e tantas falcatruas, que só pelas CPI's o eleitor e contribuintes acabaram tomando conhecimento. Mas essas mutretas, sempre, foram de conhecimento de todos os deputados, senadores e presidentes...

O verde do dólar sempre foi muito mais atraente...

Para os detentores do poder a natureza é vista como uma fonte de riquezas inesgotáveis e representadas por vegetais matérias-primas : madeira, sementes, plantas medicinais, oleaginosas, essenciais, homeopáticas, tóxicas, terapêuticas, místicas, entre outras; os peixes da Amazônia, do Pantanal, os ornamentais que rendem milhões, os pesque e pague, peles de animais, insetos, cobras, crustáceos, bactérias, fungos, actinomicetos, entre outros que jamais iremos saber; os minérios : a busca descontrolada e não fiscalizada do ouro, águas minerais, águas de irrigação, as cachoeiras perdidas, a canoagem predatória, o laser e o lixo ruralizado, turismo ecológico fajuto, emissários marítimos, empresas petrolíferas rapinas e poderosas, são alguns dos indícios que a qualidade de vida vai muito mal.

A prática do ecológico pelo governo restringe-se ao plantio de algumas mudinhas defronte as câmaras de televisão; a divulgação da implantação de normas ISO 14.001 em Fernando de Noronha visitada pelos jatinhos de executivos oficiais. Por outro lado um rolo compressor dos poderosos deputados ruralistas procura escancarar as portas da moderna legislação florestal brasileira.

Por "traz dos panos" o Ministério da Agricultura é parceiro da industria química internacional na qual se embutem os transgênicos, a biotecnologia, a pirataria do germoplasma, a qual, em época alguma dos 500 anos de desmandos, fez tantos e tão bons negócios no Brasil.

O Ministério da Saúde, aliado permanente do Ministério da Agricultura nas gestões internacionais com os poderosos das organizações supranacionais dos produtos veterinários, do CODEX ALIMENTARIUS, dos medicamentos que curam os intoxicados por ingestão permanente de alimentos envenenados por agrotóxicos, anabolizantes, corantes, alicerçantes de sabor, conservantes, etc. se surpreendeu com tantos BO's ( como se a sua turma não o soubesse, sempre ) e se mostrou tão irritado já no Governo Collor de Mello que quis implantar a industria dos medicamentos genéricos, 1.300 % mais baratos que os sofisticados medicamentos das multis que usam médicos como boys de MKT e a mídia que substitui o receituário médico mostrando as milionárias ofertas que engordam as contas de empresas de marketing e propaganda.

A legislação ambiental brasileira é perfeita. Os usurpadores todavia sabem que isso tudo são commodities que o dinheiro compra e ameaça fiscais, pressiona os funcionários policiais do meio ambiente e consegue furar o cerco para exercitar o jeitinho e a arrogância do imperialismo. O dinheiro pode tudo e também pode desequilibrar a natureza em benefício de alguns poucos em prejuízo permanente do planeta.

As autuações e embargos praticadas pelas instituições ambientais em mais de 99% não são pagas e acabam nos arquivos mortos. Recursos impetrados por advogados "ecologistas mercenários" libertam os ladrões de palmitos das penalidades e do pagamento de uma eventual remediação dos danos causados. Tudo tem acabado de forma desistimuladora e triste.

Não há na prática nenhuma preocupação da corporação + império internacional que saqueia a Natureza, com as gerações futuras. Há usurpadores que não enrubrecem quando seus filhos pós graduados e doutores internacionais em ecologia tropical ensinam nas Faculdades de biologia, como preservar os recursos naturais.

O saque desenfreado que é praticado à biodiversidade brasileira pela biopirataria consentida, representa um cheque em branco nas mãos criminosas da corporação, importância incalculável que poderia ser utilizada para pagar, pelo menos, 10 vezes o montante de todas as dividas internas e externas construídas por essa mesma corporação nos 500 anos de desmandos consentidos.

A hipocrisia ecológica simplesmente é uma pele que os usurpadores gostam de vestir para o exercício do seu poder e arrogância.

Gert Roland Fischer é engenheiro agrônomo e auditor ambiental certificado e registrado no Environmental Auditor Register Association - EARA e no Institute of Environmental Management and Assessment sob n. 1162E em 03.11.99 na Inglaterra. Email: Gert R. Fischer gfischer@netville.com.br


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