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03027000059 - Environment Justice x Finance - As Águas e o Jardim do Éden - Por Sidney Grippi 16/09/00

Environment Justice x Finance -

As Águas e o Jardim do Éden

Por Sidney Grippi*

Os cientistas vem freneticamente alertando: a água é um recurso natural em escassez. A despeito do que muitos achavam, a água deixou de ser um recurso natural renovável baseada simplesmente nas bençãos de São Pedro. Hoje com o desequilíbrio em seu consumo, tanto econômico como humano, São Pedro não tem conseguido ser tão benevolente. A tendência mundial vem mostrando, que países com grandes concentrações de água em seus territórios, deterão a hegemonia mundial. Por isso que os mais céticos afirmam que o próximo conflito mundial poderá ser pela posse dos recursos hídricos.

Se é um bem em escassez, deveria ser muito mais bem cuidado; pelo contrário, dos elementos abióticos do ecossistema, é o recurso mais degradado pela poluição, tanto por despejos industriais, como também por despejos sanitários e lixo. Com muitos países estabelecendo suas matrizes energéticas baseadas em recursos hídricos, a dependência econômica da água é extremamente perigosa, fazendo com isto que seu valor como fonte de geração de divisas, aumente passo-a-passo.

As necessidades humanas tem gerado da mesma forma, impactos severos nos recursos hídricos. Com o aumento populacional crescente dado a atual perspectiva de vida, estes recursos precisam ser garantidos como elemento para a sobrevivência. Dos 3% de água doce disponível no mundo, aqueles países com bacias hidrográficas mais abundantes, tentem a sair na frente no controle desta commodity. É possível imaginar toda pressão e predatismo que o Brasil poderá sofrer pela posse de seus recursos hídricos dada a esta abundância natural e privilegiada. Os analistas chegam a afirmar que a amazônia é o novo Éden a ser conquistado.

Navegando pela história, os cientistas apocalípticos fazem referências as sagradas escrituras onde árabes e judeus já se enfrentavam pela posse do rio Jordão e que árabes como Sírios e Iraquianos disputavam o rio Eufrates. O que seria do Egito e tantos outros países africanos se não fosse o rio Nilo. Os conflitos mundiais pela posse da água, sobrevivem até hoje e confirmam esta vulnerável tendência da necessidade humana e do crescimento econômico pelos recursos hídricos; Americanos e Mexicanos brigam pelo rio Colorado, países da europa central brigam pelo rio Reno e aqui na américa do sul já podemos presenciar divergências entre Paraguai, Argentina e Brasil, que precisam do rio Paraguai como elemento estratégico para suas matrizes energéticas.

Enquanto os países brigam pela posse dos recursos hídricos, não vemos em contrapartida o mesmo gasto de energia destes países em protegê-los; muito pelo contrário, eles são cada vez mais poluídos comprometendo assim sua qualidade enquanto valiosa mercadoria. As águas são importante fonte de vida, e desde a antigüidade elas tem sido essenciais para a sobrevivência no planeta. Não seria errado afirmar que, se o crescimento populacional e industrial se mostrarem agressivos como no século passado e em desequilíbrio com a capacidade natural de regeneração dos recursos naturais, o novo século inicia-se com cenários tenebrosos para a humanidade. Nossos cientistas mais críticos com o atual sistema de gerenciamento dos recursos hídricos, já afirmam que este cenário poderá ser o início do toque das trombetas do apocalipse.

É hora de uma reflexão mais profunda sobre como desejamos o mundo 21. Brigar tão somente pela posse da água, já não é uma atitude inteligente e sustentável. Esta mesma intensidade de força deverá ser usada na preservação dos recursos hídricos, usando-os de forma racional com enfoque nas gerações futuras. O que é isto senão o próprio desenvolvimento sustentável. As ações do homem deverão ser dirigidas para a paz, com equilíbrio e equidade. A ganância econômica bem como o poder hegemônico não fazem mais sentido se pararmos para pensar que eles poderão ser o início do fim.

Recomendamos a todos a leitura da carta da terra como documento de princípios básicos para nortear as ações do homem neste novo século.

http://www.earthcharter.org/draft/charter_po.htm

Sidney Grippi* é Biólogo pós-graduado em Engenharia de Meio Ambiente pela Escola de Engenharia da UFRJ, pós-graduado em Perícia e Auditoria Ambiental pelo Centro de Estudos Ambientais da Universidade Estácio de Sá/RJ, possui especialização em Meio Ambiente pelo Instituto Tecnológico Ambiental Mapfre, Espanha, Environmental Auditor and Lead Assessor of Quality Systems. E-mail: grippi@resenet.com.br


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