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03027000063 - Environment Justice x Finance - CIESIN Columbia University - http://www.ciesin.org/indicators/ESI/pilot_esi.html - Não apenas um slogan: sustentabilidade ambiental pode agora ser medida - Por Kurt Sternlof* - Tradução Maria do Carmo Zinato 07/10/00

Environment Justice x Finance

CIESIN Columbia University - http://www.ciesin.org/indicators/ESI/pilot_esi.html.

Não apenas um slogan: sustentabilidade ambiental pode agora ser medida

Por Kurt Sternlof* - Tradução Maria do Carmo Zinato*

Se a "Revolução Verde" mundial tiver um tendão de Aquiles, será a inabilidade de quantificar a qualidade ambiental em geral. Depois de tudo, sem números sérios para medir e comparar, como podemos saber se estamos tendo progresso em relação às metas ambientais ou ficando muito para trás? Uma troca entre reduzir o uso de pesticidas e aumentar o uso de terras cultivadas provocando erosão, faz sentido ambiental? Ou, qual país tem de ir mais longe na busca do equilíbrio sustentável entre suas necessidades econômicas, sociais e ambientais?

O elo perdido tem sido um indicador ambiental inteligente, equivalente ao que o Produto Interno Bruto (PIB) é para os economistas – um número único que sintetiza o estado do meio ambiente em uma região e pode ser usado para comparar com outros.

O Index de Sustentabilidade Ambiental (Environmental Sustainability Index - ESI), um protótipo desse super-importante indicador foi revelado em 31 de janeiro, na reunião anual do Fórum Mundial de Economia, em Davos, Suíça.

O protótipo ESI foi desenvolvido em um esforço cooperativo entre o Center for International Earth Science Information Network (CIESIN) do Earth Institute da Universidade de Columbia, o Center of Environmental Law and Policy da Universidade de Yale e Global Leaders for Tomorrow Environment Task Force do World Economic Forum.

"Por vários anos, grandes anúncios sobre melhorar a sustentabilidade ambiental têm sido feitos, por toda parte do mundo. Mas nunca houve um meio confiável de medir o desempenho", diz Marc Levy, líder de um projeto de equipe do CIESIN. "Esse index protótipo aparece para gerar resultados plausíveis e úteis, e representa um passo na direção certa. Uma das maiores motivações, por trás de nosso esforço, é a necessidade de injetar dados substanciais e imparciais no processo global de tomada de decisão sobre meio ambiente", diz ele.

Foi recentemente, em dezembro de 1999, que um relatório publicado pelo National Research Council concordava que "indicadores [ambientais] eram essenciais para informar a sociedade sobre as próximas décadas, como e em que grau progressos estão sendo feitos no processo de transição para a sustentabilidade".

Por toda sua importância, como um primeiro indicador ambiental, o método que Levy e seus colegas usaram para construir o protótipo ESI é decepcionantemente simples. Eles definiram 21 fatores indicativos chave da sustentabilidade ambiental – tais como qualidade do ar urbano, saúde pública em geral e regulamentação ambiental efetiva. Então identificaram variáveis dentro de cada fator para as quais dados precisos estão geralmente disponíveis e a porcentagem da terra protegida de urbanização – 63 variáveis no total.

Um total de 56 países foi listado em cada variável (N.T. lista disponível no site), com o melhor desempenho em 100 e a mais baixa performance em zero. (...). Os outros países receberam graduações intermediárias, baseadas em sua performance relativa. Todas as avaliações individuais, para cada país, foram então proporcionadas para produzir o número final de ESI, exatamente como as notas de testes têm sua média feita para a avaliação final. Claro, os dados sobre todas as variáveis não estão disponíveis em todos os países. A solução? Fazer o número de variáveis para o qual um país tiver dados, a 64a. variável.

"Sentimos que seria importante manter a primeira tentativa direta e transparente", diz Dan Esty, líder do time da Yale e diretor do projeto geral. "Naquele ponto, todas as variáveis continham o mesmo peso, de tal forma que o valor do julgamento sobre sua relativa importância era mínimo. Além do mais, o principal propósito desse protótipo ESI é estimular o diálogo internacional sobre o que na verdade constitui sustentabilidade ambiental, como deveria ser mensurada e quais políticas deveria gerar", disse Esty, "e não prover uma pontuação internacional definitiva para determinar direitos de vanglória ambiental.

"O acompanhamento do index ao longo do tempo, permitirá aos países tanto avaliar seu próprio progresso quanto reconhecer quanto afetam e podem ajudar seus vizinhos".

No entanto, a hierarquia inicial "confirma algumas intuições básicas", disse Esty. Noruega veio em primeiro lugar, seguida de perto por Islândia e o resto do norte da Europa. Canadá está no alto também, com os EUA caindo para o meio da metade superior. As nações mais pobres de terceiro mundo formam um bloco na metade inferior, com Vietnam vindo por último.

Isso sugere que países com comprometimento explícito com a qualidade ambiental, geralmente, posicionam-se mais alto, e que a estabilidade econômica e política são geralmente conduzem à sustentabilidade ambiental. "E não há, de fato, qualquer surpresa", diz Esty.

Os EUA, que posiciona-se bem alto em qualidade de ar e água, foi rebaixado, por causa de baixos índices como grande produtor dos gases de efeito estufa e lixo.

"Houve algumas surpresas, entretanto, particularmente em relação à relação entre o vigor econômico e o desempenho ambiental", diz Levy. Essa análise indica uma relação não muito clara entre a taxa de crescimento da economia de um país e sua posição na listagem ESI. Alguns países com altas taxas de crescimento econômico vieram no topo da lista ambiental e alguns vieram embaixo. Ainda mais surpreendente, sua comparação de ESI com competitividade econômica parece apoiar a tão conhecida "Hipótese de Porter" que afirma que a proteção ambiental é compatível com o crescimento econômico e deve até estimular uma atmosfera de inovação que o apóia.

"Claro, nosso trabalho até aqui, de forma alguma prova essa hipótese", diz Levy. "Mas, sim, sugere que políticas ambientais e econômicas sérias não são mutuamente exclusivas. Os resultados preliminares são interessantes e certamente merecem mais investigação. E é o que esperamos fazer nos próximos anos: continuar trabalhando para tornar o ESI tão sofisticado, confiável e útil para a comunidade internacional quanto possível".

Nota: O Relatório Pilot Environmental Sustainability Index completo está disponível para leitura, em inglês, como um arquivo PDF com gráficos coloridos no:

http://www.ciesin.org/indicators/ESI/pilot_esi.html.

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Tradução por Maria do Carmo Zinato* - Coordenadora, Fonte d'Água email: fontedagua-request@ces.fau.edu. http://www.ces.fau.edu - Facilitadora, lista Pantanal 2025 - http://epi.ces.fau.edu


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