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03027000069 - Environment Justice x Finance - Mudanças Climáticas Globais: Duvidas, Incertezas, Interrogações, e Sofismas - Por Marco Antonio Fujihara 09/10/00

Environment Justice x Finance -

Mudanças Climáticas Globais: Duvidas, Incertezas, Interrogações, e Sofismas

Por Marco Antonio Fujihara*

Download no final da página.

"O cara que inventou o ponto de interrogação,esse sim pode dizer que acabou com todas as dúvidas" Millor Fernandes

Estamos a praticamente um mês da COP6 que devera ocorrer em Haia onde diplomatas,cientistas,estudiosos,ativistas políticos de varias matizes ideológicas,curiosos,oportunistas,etc... deverão se encontrar para que possam analisar as diversas propostas sobre a mesa,debaixo da mesa, fora da mesa etc.. no que se refere as mudanças climáticas globais e as suas possíveis perspectivas de equacionamento.

Há por parte de alguns setores econômicos principalmente pertencentes ao denominado na esfera diplomática de paises do Anexo1 uma certa apreensão decorrentes sobretudo da velocidade em que os mecanismos de flexibilização propostos por Kyoto vem tomando caminhos próprios fugindo muitas vezes ao controle que se esperava obter destas discussões.

Também há uma certa apreensão por parte de determinadas ONGs que atuam em uma escala global de propósitos éticos extremamente sérios, pois o ideal segundo estas organizações seria a redução compulsória nos paises emissores do Anexo1.

Enfim o jogo e este e creio que não temos todas as regras do mesmo ainda e alguns paises como diz um bom e velho amigo,( negociador internacional de respeito) nos convidaram ( Brasil ) para um jantar e chegamos no cafezinho e querem nos fazer crer que devemos ajudar a pagar a conta toda mesmo não partilhando do prato principal.

A responsabilidade histórica pelas emissões deve ser considerada para todos os efeitos pois esta e sem duvida alguma a única maneira de se desenhar um processo de equidade internacionalmente aceita e partilhada.

A responsabilidade diferenciada nos faz atores pro-ativos no palco não só de negociação mas sobretudo nas conseqüências futuras das mesmas,sejam elas ônus ou bônus advindos do processo em curso.

Não nos esqueçamos que Kyoto procura em sua concepção de Anexo1 e de não Anexo 1 uma divisão sobretudo de ônus.Não será como muitos querem acreditar uma farta distribuição de bônus.Por mais que alguns setores e atores do processo ainda não perceberam estas sutis diferenças.

Tenho observado em varias ocasiões inferências de que seria de todo oportuno ao Brasil se unir ao Cazaquistão e a Argentina e voluntariamente propor uma redução "voluntária de suas emissões".Primeiro não creio que teríamos boa moeda de troca na negociação internacional com esta posição pois a nossa articulação política se restringiria a estes dois únicos companheiros sem muita expressão política de fato, não como esta sendo atualmente conduzida de maneira sensata e ponderada esta articulação junto com o G77 mais a China.

Sem mencionar,claro nosso teto voluntário de reduções de emissões nos conduziria a um contingente de ordem macro-econômica insustentável não a longo prazo,mas a médio prazo ( lembremos das 49 Térmicas que temos pela proa) para não citar mais exemplos que na maioria das vezes reduzem a percepção do todo na avaliação das formas e dos contornos diplomáticos e políticos da questão.

Neste sentido vale enfatizar Eric Hobsbawm,em a "Era dos Extremos":

"Sabemos que por trás da opaca nuvem de nossa ignorância e da incerteza de resultados detalhados,as forcas históricas que moldaram o século continuam a operar.

Vivemos num mundo conquistado,desenraizado e transformado pelo titânico processo econômico e tecnocientifico do desenvolvimento do capitalismo que dominou os dois ou três últimos séculos.Sabemos ou pelo menos e razoável supor,que ele não pode prosseguir "ad infinitum".

O futuro não pode ser a continuação do passado,e há sinais, tanto externamente quanto internamente,de que chegamos a um ponto de crise histórica.

As forcas geradas pela economia tecnocientifica são agora suficientemente grandes para destruir o meio ambiente,ou seja as fundações materiais da vida humana.

As próprias estruturas das sociedades humanas,incluindo mesmo algumas das fundações sociais da economia capitalista,estão na iminência de ser destruída pela erosão do que herdamos do passado humano.

Nosso mundo corre o risco de explosão e implosão.Tem de mudar.

Não sabemos para onde estamos indo.Só sabemos que a historia nos trouxe ate este ponto e porque.

Contudo uma coisa e clara.Se a humanidade quer ter um futuro reconhecível,não pode ser pelo prolongamento do passado ou do presente.

Se tentarmos construir o terceiro milênio nesta base vamos fracassar.

E o preço do fracasso,ou seja,a alternativa para uma mudança da sociedade, e a escuridão".

Marco Antonio Fujihara, tem sido nos últimos anos um atento observador das mudanças climáticas globais e o determinismo histórico que as norteia,procurando neste cenário estar apto ao entendimento das mutações de ordem econômica,política,ambiental e social e continua com duvidas. É Mestre dos CTAs e Coordenador de Projetos Climáticos da SBS - Sociedade Brasileira de Silvicultura email: fujihara@uol.com.br

Disponível para download o RELATÓRIO DE ATIVIDADES GRUPO DE TRABALHO IV do Seminário - Mudanças Climáticas Globais e Sequestro de Carbono - Recomposição de Vegetação Nativa e Desennvolvimento Limpo realizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo.

DOWNLOAD 1 // DOWNLOAD 2

Avaliação econômica: custos e fontes financiadoras Coordenador: Marco Antonio Fujihara – Sociedade Brasileira de Silvicultura - Relator: José Roberto dos Santos – Agência de Desenvolvimento Tietê-Paraná


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