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03027000077 - Environment Justice x Finance - IstoÉ Dinheiro - www.dinheironaweb.com.br - Bolsa de bilhões - A BM&F mexe com o seu bolso. Saiba como - Por Laura Somoggi 17/10/00

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Bolsa de bilhões

A BM&F mexe com o seu bolso. Saiba como

Por Laura Somoggi

Quando você coloca seu dinheiro num fundo de investimento ou plano de previdência, ele passa por muitos lugares. Um deles, bem menos conhecido que a bolsa de valores – e que negocia muito mais dinheiro – é a Bolsa de Mercadoria e Futuros. Enquanto a Bovespa teve um volume financeiro médio de US$ 400 milhões ao dia (até setembro deste ano), esse valor chegou a US$ 14,6 bilhões na BM&F. Você dificilmente vai apostar direto nesse mercado, mas o administrador do seu fundo sim. “É para profissionais. Lá, o sucesso depende da antecipação correta das tendências”, diz José Manuel Amorim, da corretora paulista Novação. Na BM&F, um gestor pode, por exemplo, proteger o dinheiro do investidor de uma queda da bolsa ou de aumento dos juros. Ou diversificar o portfólio do seu fundo de investimentos.

Apesar disso, a BM&F não é lugar para investidores. Ninguém põe dinheiro lá para que renda num determinado prazo. Os objetivos de quem opera nesse mercado são outros. O primeiro deles é proteger ativos financeiros e mercadorias (como boi, açúcar ou milho) de bruscas variações de preços – o chamado “hedge”. Uma curiosidade: apesar de se falar tanto de contratos de café ou soja, eles representam menos de 1% do que é negociado na BM&F. O que mais se faz por lá são os contratos futuros de juros e de dólar. Este, por sinal, o que quebrou os bancos Marka e FonteCindam.

Outros objetivos são arbitragem e especulação. É justamente este último o motivo do maior número de apostas na instituição. Os especuladores querem ganhar com a oscilação de preços dos ativos financeiros. Quanto maior a variação, maiores os riscos e as chances de ganhar ou perder. “O especulador é importante para dar liquidez à Bolsa”, diz Marco Aurélio Teixeira, diretor técnico da BM&F. Uma das grandes armas dos especuladores na BM&F é a alavancagem. “Ela permite que se opere muito desembolsando pouco”, diz William Eid, da Fundação Getúlio Vargas. Exemplo: imagine que você tem R$ 1.000 para investir num ativo que custa R$ 500. Você compra dois ativos. Com uma opção sobre esse ativo que custasse R$ 10, você poderia operar 50 ativos. E a BM&F está repleta de instrumentos que possibilitam esse tipo de operação. “Eles potencializam o retorno, mas também o risco”, diz Amorim. Como o dinheiro operado é muito maior do que aquele que realmente sai de um bolso e entra em outro, o movimento médio diário da BM&F – US$ 14,6 bilhões – deve ser considerado um valor referencial. “O volume não se refere à troca de dinheiro entre as partes”, diz Teixeira, da BM&F. Na prática, circularam na Bolsa em média R$ 80 milhões por dia nos últimos seis meses em operações efetivamente liquidadas.


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