03027000115 - Environment Justice x Finance - Ecoplaneta - www.oplaneta.com.br - É tudo uma questão de Economia! - Por Marcelo Baglione 05/12/00


Rede CTA-UJGOIAS - Consultant, Trader and Adviser
Pelo Desenvolvimento Limpo de um Novo Mercado Financeiro!
Sindicato dos Economistas no Estado de São Paulo
Rede - Sindecon Tel/Fax.: 3107.2035 - amyra@netdoctors.com.br

É tudo uma questão de Economia! 

Por Marcelo Baglione *

Há um bom tempo que ansiava trocar algumas idéias com a economista Amyra El Khalili, uma filha de Alláh nascida no Brasil, mas com uma "swingada" cidadania palestina-jordaniana. A oportunidade surgiu bem recentemente, quando ela foi convidada para participar do World Resources Institute — WRI, Ministério do Meio Ambiente e Price-Waterhouse Coopers, Forum Na América Latina — Empresas Para o Novo Milênio, realizado no Rio, onde estiveram também representantes do governo dos EUA e muitos investidores do mercado financeiro de outros países. Pois bem, durante algumas horas, desfrutando da visão mais linda da praia de Copacabana, o Posto Seis, a coordenadora do projeto Consultant, Trader and Adviser do Sindicato dos Economistas/SP e da Rede CTA-UJGOAIS de Comunicações, conversou sobre meio ambiente. A ocasião não poderia ser mais perfeita.

Pois bem, durante algumas horas, desfrutando da visão mais linda da praia de Copacabana, o Posto Seis, a coordenadora do projeto Consultant, Trader and Adviser do Sindicato dos Economistas/SP e da Rede CTA-UJGOAIS de Comunicações, conversou sobre meio ambiente. A ocasião não poderia ser mais perfeita.

ECO: Dentro de um painel ecologicamente sustentável, como você avalia as potencialidades ambientais do Brasil?

AAK: O Brasil é o único país no mundo a possuir em abundância as "Sete Matrizes Ambientais", os insumos vitais para a sobrevivência da agricultura e da indústria: a água, o minério, a energia, a biodiversidade, a madeira, a reciclagem e o controle de emissão de poluentes (que compõe toda a cadeia de emissão, indo desde os gazes poluentes até os dejetos de abatedouros do agronegócio que são despejados nos rios e córregos). Daí sua importância estratégica nas relações internacionais com a OMC (Organização Mundial do Comércio), a Alca, o Mercosul, o Leste Europeu e Oriente Médio, principalmente.

ECO: É possível mensurar em cifras o potencial econômico do meio ambiente brasileiro?

AAK: Acredito que esta mensuração seria pretensiosa para qualquer economista que queira fazê-lo. O que é possível mensurar de fato é quanto se perde por não se contabilizar os custos sociais e ambientais do que representam este potencial.
Para ilustrar, apenas alguns dados:
· Para cada U$ 1.00/ano que o governo americano investe em um menor infrator, este economiza U$ 140.00 de judiciário;
· Para cada U$ 1.00/ano que o governo americano investe em saneamento básico, este economiza U$ 97.00/ano de saúde pública;
· Para cada U$ 2,000.00 que o governo americano investe na recuperação de um alcoólatra ou drogado, este economiza U$ 3,000.00/ano de penitenciária;
· O Brasil gasta 3% do PIB em segurança pública incluindo a segurança particular de condomínios e arames farpados;
· São lavados no sistema financeiro internacional U$ 590 bilhões/ano do comércio do tráfico de drogas. É que governos bem preparados perderam o controle sobre o fluxo deste capital; o instrumento mais utilizado para a lavagem são os mercados de "commodities";
· Este assunto é tema de segurança internacional. Os países do 1º Mundo não costumam economizar para combater este câncer que apavora o mundo.
(Fonte: Dados do FBI - Videoteca Cultura)

ECO: O que são e como surgiu a idéia das commodities ambientais?

AAK: Commodities Ambientais são mercadorias originadas de recursos naturais em condições sustentáveis, é o complexo das "Sete Matrizes Ambientais" interligadas entre si conforme mencionei anteriormente, das quais seus proprietários são os excluídos da pirâmide capitalista. Este conceito surgiu no Brasil na transição das décadas de 80 e 90 em virtude das pressões sociais que exerciam os mercados futuros (projeções de preços) das commodities tradicionais: ouro e petróleo.
Estávamos assistindo aos bombardeios no Oriente Médio e assim começamos. Um grupo seleto de "brokers" (operadores de commodities) filosofavam sobre o quanto enriquecíamos nossos clientes e proporcionalmente quantas pessoas morriam neste processo de enriquecimento. Desta história nasceu o Projeto CTA, Consultant, Trader and Adviser, ficando guardado todos estes anos, como um segredo, a idéia das commodities ambientais e suas sete matrizes.

ECO: Quais as principais barreiras ainda encontradas no mercado para a definitiva aceitação das "commodities ambientais" enquanto ativos financeiros?

AAK: O principal vilão desta história é o governo com seus consultores que trabalham sob "encomenda" e que, sistematicamente, se apropriam das boas idéias, insistem em fazer acordos unilaterais com o sistema financeiro sem consultar a sociedade civil organizada. Eles pensam que a imprensa "séria" não enxerga, e continuam fingindo não saber a existência do movimento que naturalmente marcha para cima do sistema, tanto aqui quanto no mundo inteiro.

ECO: O século XXI, sem sombra de dúvidas, será um ciclo com uma forte tônica na questão ambiental. O que realmente vai mudar — ou já está mudando — no perfil de um economista para este novo período histórico?

AAK: Absolutamente tudo. Temas que nunca foram incorporados no debate como direitos humanos, guerras, gênero, religião e questões raciais entram na contabilidade deste novo seguimento. Digo novo porque é nova a visão, mas conflitos por recursos naturais são tão antigos quanto a ossatura do "cabra" que encontraram recentemente nas geleiras, datando em torno de 200 milhões de anos.

Amyra El Khalili é economista com experiência de 15 anos nos mercados de Commodities e de Futuros; coordena o Projeto – Consultant, Trader and Adviser do Sindicato dos Economistas/SP (http://www.sindecon-esp.org.br) e da Rede CTA-UJGOAIS de comunicações (http://www.ujgoias.com.br). E-mails: ujgoias@ujgoias.com.br ou amyra@netdoctors.com.br

Marcelo Baglione* é jornalista, escritor e colunista do site

Ecoplaneta.Email:<mbaglione@rionet.com.br>


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