03027000309 - Isaac Newton:  Da Maça a Lua - Por Bruno Versolatto 13/06/01 - Environment Justice x Finance - Coletânea (1) - As Sete descobertas que sustentaram a ciência do Século XXI - Magazine38

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Environment Justice x Finance - Coletânea (1)
As Sete descobertas que sustentaram a ciência do Século XXI

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Isaac Newton:  Da Maça a Lua

Por Bruno Versolatto

Conheça um pouco da vida e obra de alguns dos grandes cientistas de todos os tempos e saiba como suas descobertas ainda influenciam e dão rumo à ciência que
se faz na entrada do novo milênio.

 

Todas as realizações científicas e tecnológicas que vimos brotar, nesses últimos anos do homem na Terra, tiveram um mesmo lastro: foram possíveis graças a descobertas científicas nas áreas de Física, Biologia e Química. Descobertas feitas por homens que eram grandes escritores de cartas de amor, como Einstein. Que foram abandonados pelos pais, como Kepler e Newton. Ou que morreram em conseqüência de suas descobertas, como Marie Curie.

Desde que Newton se apoiou em "ombros de gigantes" para criar as leis da Física e descobrir a força que nos mantêm sobre o planeta, a humanidade presenciou uma revolução de criatividade e tecnologia: Ernest Rutheford, Marie Curie e Niels Bohr descobriram a partícula final prevista pelo grego Leucipo; Albert Einstein identificou a relatividade da passagem do tempo; Edwin Hubble viu as galáxias se afastando; Charles Darwin, viajando no H. M. S. Beagle, descobriu as pistas da evolução em tentilhões e avestruzes; Schleiden, Schwann, Flemming e Weismann perceberam que estavam vendo os tijolos da vida; no cultivo de ervilhas, Gregor Mendel viu fatores hereditários sendo transmitidos e, finalmente, Francis Crick e James Watson identificaram o grande código da vida na extensa molécula do DNA.

Entramos no século passado (em que cinco, das sete maiores descobertas foram feitas) andando a cavalo e morrendo de varíola e tifo. Em 1900, a expectativa de vida de um ser humano era de 47 anos, hoje chega a 75. Estamos entrando no novo século, do novo milênio, tendo uma dimensão quase exata do tamanho do universo, podendo clonar pessoas, fazer transplante de órgãos e viajar a Marte, quem sabe.

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Isaac Newton teve pouca sorte na infância - ficou  sem pai e sem mãe. Mas teve inteligência e uma macieira. Com elas construiu as bases da Física clássica.

O fim peste negra, que assolou toda a Europa, marcou a morte lenta e gradual das filosofias antigas e as crenças no Universo imutável e divino. A Terra era o centro de um universo minúsculo, fixo. E o homem, posto no centro da Terra por Deus, era único e perfeito. Vieram Copérnico, Tycho e Kepler e provaram que as teorias aristotélicas sobre o Universo estavam erradas. Mas as forças da fé se defrontavam com as da razão. Razão, que custou a Giordano Bruno a vida e, a Galileu, a liberdade. Esse homens ergueram as bases para que Newton construísse a maior obra intelectual individual da história, mesmo se apoiando em "ombros de gigantes", como sempre admitiu.

Para o professor Victor Rivelles, do Instituto de Física da USP, Newton foi o coroamento de investigações científicas de Galileu, "que esquematizou a ciência, com o desenvolvimento do método científico, a investigação sistemática da natureza. O processo culminou com o trabalho de Newton, que lançou as bases da Física Clássica. Na Idade Média, a ciência achava que os corpos celestes tinham propriedades diferentes dos da Terra. Acreditava-se que havia um movimento divino, perfeito dos corpos celestes, que nunca param, em oposto aos da Terra, de caráter mundano. Newton demonstrou que os dois movimentos – o celeste e os que aconteciam aqui na Terra – eram iguais".

Dois anos após a publicação da fantástica obra de Galileu Galilei, Diálogos sobre dois máximos sistemas do mundo (21 de fevereiro de 1632), nasce em Colsterworth, na Inglaterra, Isaac Newton. O pai de Newton, morrera três meses antes, deixando a pequena propriedade e a casa de dois andares, que ainda existe na aldeia de Woolsthorpe, para a esposa. No mesmo ano, a mãe de Newton, Hannah, casa-se com Barnabus Smith, reverendo de North Witham, cidade a uma milha de Woolsthorpe. Hannah muda-se para a casa do reverendo Smith e deixa o pequeno Newton com a avó. Nos anos seguintes a esta mudança, ela e o filho raramente se encontram.

Das árvores que cresciam no pomar de sua casa, dava para avistar à distância o topo da torre da igreja do reverendo Smith, que lhe recordará sua traumática perda por vários anos seguintes. O abandono explica em parte o temperamento sensível, manifestado com freqüência ao longo da vida. E uma macieira do pomar terá, por coincidência, um papel importante nos destinos do conhecimento humano.

Aos doze anos, Newton é aceito na King's School, em Gratham. Aos dezoito anos, ingressa na famosa Trinity College, na Universidade de Cambridge. Na Trinity, Newton se formou em 1665, mas teve que voltar naquele mesmo ano para a pequena vila de Woolsthorpe. A grande peste londrina, que matou 75 mil pessoas, se agravara. 

Durante os anos de peste, Newton dedicou-se a desenvolver seu trabalho. No dia 16 de maio de 1666, durante uma tentativa de entender como a Lua girava em torno da Terra, Newton estava sentado próximo a macieira quando viu uma maçã cair no chão (e não em sua cabeça). Foi quando a idéia lhe veio à cabeça: a atração a exercida pela Terra, que puxava a maçã em direção ao chão, deveria se aplicar à Lua e, se a Lua estivesse em repouso como a maçã na árvore, também cairia sobre a Terra.

Com essa observação, Newton concluiu que a atração exercida pela Terra se enfraquece inversamente ao quadrado da distância em relação ao centro da Terra. Trocando em miúdos: quanto mais se afasta da Terra, menor é a gravidade. Essa observação levou Newton a desenvolver as leis e fórmulas matemáticas. Foi durante esse mesmo período, em Woolsthorpe, que Newton decreveu as leis do movimento que aprendemos no colégio hoje em dia:

  1. Um corpo parado continuará parado a menos que uma força atue sobre ele e um corpo se movendo em linha reta continuará a se mover a menos que uma força atue sobre ele. Imagine uma bola em uma superfície lisa e plana. Ela continuará ali, parada, com cara de bola, a menos que você a empurre. E se a bola começasse a rolar, ela continuaria rolando, ao infinito, até que o contato com o chão e o atrito do ar a freasse.
  2. A aceleração (taxa de variação do movimento) é diretamente proporcional à força. Você está na estrada. Acelerar, o carro aumenta de velocidade. Sua mulher olha torto e manda você maneirar. A relação aí é entre a força que seu motor gera e a aceleração: quanto maior a força, maior a aceleração. Na verdade, acelerar o carro é fazer com que o motor gere mais força e, aí sim, acelerar o carro.
  3. A cada ação corresponde uma reação igual e oposta. Não se trata de uma ameaça. Por exemplo, a ação de uma bala disparada por um revolver resulta no coice da arma.

Com essas três leis, Newton iniciou a ciência da mecânica e forneceu a base para o que chamamos de Física clássica. Esse princípios podem parecer banais para qualquer vestibulando. Conceitos mais sofisticados têm que estar a mão na hora de uma prova. Mas, na época de Newton, essas fórmulas e conceito representavam uma nova forma de pensar e de ver a interação das forças da natureza. Newton fez isto baseando-se, em certa medida, nos trabalhos de Kepler e Galileu. A obra de Newton é considerado a obra individual mais importante já desenvolvida na Física. Suas teorias auxiliaram na compreensão da eletricidade e do magnetismo e são usadas até hoje, na entrada do século XXI 


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