03027000315 - Toque de Míd(i)as - Por Amyra El Khalili 13/06/01 - Environment Justice x Finance

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Environment Justice x Finance

Toque de Míd(i)as

Por Amyra El Khalili*

Os livros de infância trazem-me uma grata recordação Um deles marcou minha cabeça: Tistu, o menino do dedo verde , de Maurice Druon. Tistu sempre ficou em minha memória como uma preciosa chave do inconsciente.

Considero os jornalistas ambientalistas como verdadeiros Tistus: eles apontam o dedo verde, enterram sementes de informações -ora denúncias, ora sinais de esperança-, conduzem a busca por soluções viáveis para velhos problemas.

Depois de quase 20 anos como fonte da imprensa econômica, vejo diferenças oceânicas entre os jornalistas ambientalistas e os jornalistas econômicos. Elas são perceptíveis até no tom da voz.

Um exemplo é a matéria "Mata Atlântica poderá ter produto negociado em Bolsa", escrita por Claudia Asazu, publicada na capa do caderno Dinheiro da Folha de S.Paulo (13.10.1999). A reportagem dividia a primeira página com o caos da queda da Bolsa em Nova York no dia anterior e trazia uma foto minha sorridente, enroscada numa trepadeira (exemplar da Mata Atlântica!).

O mérito da matéria, embora seja um pouco suspeita para falar dela por ter sido eu uma das entrevistadas, está na riqueza das fontes que a jornalista procurou para elaborar seu texto. Claudia trabalhava para um caderno de economia, mas procurou navegar por outros mares, apontando alternativas diferentes mesmo diante da pressão de pautas altamente financistas.

No dia seguinte, os operadores da Bolsa de Valores telefonavam-me dizendo: "Puxa, enquanto estamos nos descabelando com a queda das Bolsas, perdendo fortunas, você está ai pendurada numa trepadeira com esta cara malandra de satisfeita!", ao que respondia: "Meu amigo, vocês continuam apostando neste velho e desgastado modelo monetário, é o "Fim da História da Civilização"- e eu já parti pra outra!"

Esse, do meu ponto de vista, é o exemplo mais próximo para ilustrar o que quero dizer com o título deste artigo.

Quando a mídia procura acha. Acha problemas, apresenta meios de como resolvê-los, aponta caminhos para aqueles que não conseguem enxergar um palmo adiante do nariz (em tempos de apagão).

É a mídia que tem conduzido o debate sobre o novo mercado de commodities ambientais. É ela que tem registrado essa história, que é nossa, porque o problema é nosso e a solução só poderá partir de nós, embora haja ainda desavisados que insistem em afirmar que a soluções eficientes devem vir de fora. Esses continuam acreditando que aqui ainda é a "Senzala", à espera de ordens da "Casa Grande"...

A mídia exerce papel fundamental na democratização da informação, traduzindo linguagens inacessíveis do econômes, advoguês, cientifiquês, e todos "ês" complicadíssimos para uma linguagem que de fato atinge a quem de fato deve atingir.

É a mídia que faz a ponte entre a informação e o público. Assim, é também proporcionalmente responsável pelo sucesso ou fracasso de uma grande idéia. Ela tem o poder de transformar uma proposta em um grandioso sucesso ou um fracasso. É aqui que está o "Toque de Míd(i)as" da imprensa.

Como o dedo verde de Tistu, a mídia investigativa ambientalista e principalmente a mídia econômica e agrícola têm o poder de tocar num assunto e disso fazer crescer algo novo, seja cobrando maior transparência, atitudes, seja para apontando soluções, reconhecendo esforços, demonstrando a força popular.

O "Toque de Míd(i)as" deve ser autêntico e sincero como o olhar de uma criança. Mais do que ter dedo de Tistu, a mídia deve ter compromisso com a ética, procurando diferentes fontes, dando espaço para o pluralismo, confrontando situações e opiniões. Do contrário, recairá sobre o que toca a maldição de Midas, que se sufocou ao tranformar-se em ouro com as suas próprias mãos.

Amydas El Khalili
 

Amyra El Khalili é Editora da Rede Internacional de Comunicação CTA-UJGOIAS/CES FAU, e mediadora nos debates - Direitos Humanos versus Meio Ambiente frente ao Meio Ambiente versus Mercado Financeiro, - trabalhou no Acordo de Oslo em 93 para reconstrução do Líbano em apoio ao Estado Palestino, e tem vasta experiência em dialogar (comunicar-se) com grupos de diversas facções religiosas e ideológicas. Email: amyra@netdoctors.com.br 


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