03027040003 - Pesquisa revela que população da Amazônia quer desenvolvimento com preservação da floresta 21/03/01 - Environment Justice x Finance - WWF Fundo Mundial para a Natureza

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Pesquisa revela que população da Amazônia quer desenvolvimento com preservação da floresta

Brasília - Preservar a floresta é a primeira prioridade da população da Amazônia, conforme pesquisa de opinião realizada pelo WWF-Brasil e ISER e divulgada hoje (20/3) em Brasília, em comemoração ao Dia Mundial da Floresta, celebrado em 21 de março. Interrogados sobre as prioridades da região amazônica, 46% dos entrevistados escolheram propostas de uso sustentável dos recursos naturais, como a preservação da floresta e o ecoturismo. Mais da metade (59%) não estão dispostos a ter mais poluição mesmo que signifique mais empregos e 69% não consideram o progresso mais importante do que conservar a natureza. Um total de 64% estão conscientes de que é preciso controlar o uso dos recursos naturais e 69% acham que o Brasil pode, sim, "dar-se ao luxo de se preocupar com problemas ecológicos".

"Os resultados da pesquisa indicam que já existe um número grande de pessoas, entre os moradores da Amazônia, que querem desenvolver aquela região sem destruir a natureza - e esse número pode até crescer", avalia Garo Batmanian, doutor em Ecologia e secretário-geral do WWF-Brasil. Apenas 21% dos entrevistados lembram de ter ouvido falar em desenvolvimento sustentável; mas 61% dos que ouviram demonstram familiaridade com o conceito, definindo desenvolvimento sustentável como "fazer a economia crescer sem destruir o meio ambiente".

A maioria dos entrevistados são favoráveis a medidas como a construção de estradas e hidrovias, desenvolvimento da agricultura e extração de minérios. Da forma como têm sido implementadas, essas medidas causam grande impacto ambiental. A pesquisa mostra, no entanto, que a população da Amazônia espera do governo que tais obras de infraestrutura e a expansão econômica se dêem de forma planejada, compatível com a preservação da natureza.

A pesquisa foi domiciliar e ouviu um total de 2049 pessoas no período de 22 de agosto a 01 de outubro de 2000 nas zonas rural e urbana de 9 municípios em 3 estados: Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Brasiléia, no Acre; Belém, Santarém e Marabá, no Pará; Porto Velho, Guajará Mirim e Ji-Paraná, em Rondônia. A amostra foi representativa do total da população e tomou por base os dados do censo do IBGE, assegurando quotas semelhantes de cada sexo, idade, renda, e meio rural e urbano. Foram utilizados 32 entrevistadores. Os resultados, preliminares, integram os dados de uma pesquisa mais abrangente, que inclui também entrevistas com lideranças de 8 segmentos da sociedade e 4 grupos focais com setores selecionados. Os resultados finais deverão ser apresentados em maio. Mais de dois terços (73%) dos pesquisados percebem que a qualidade do meio ambiente vem se deteriorando. Cerca de 74% vêm observando a diminuição das árvores, 60% observam a redução das aves, e 58% dos mamíferos. A redução de peixes, tartarugas e tracajás também foi registrada. O desmatamento e as queimadas foram considerados o principal problema da Amazônia. Em nível local, foram ainda mencionados problemas decorrentes da falta de saneamento, serviços e infraestrutura urbana.

A maioria dos entrevistados (61%) vêem o governo como o principal responsável por solucionar a questão ambiental e pelo desenvolvimento da região, sendo que 49% esperam ações da prefeitura e 12% do governo estadual. Ao mesmo tempo, o governo federal ocupa só o terceiro lugar (com 14%), atrás das ONGs (23%) e do Exército (38%), no ranking de quem mais se preocupa com a Amazônia.

As organizações ambientais são vistas com simpatia por 75% dos entrevistados e o WWF tem uma boa imagem entre os amazônidas. O Ibama é a única organização ambiental realmente bem conhecida na Amazônia, tendo sido lembrada espontaneamente por 45% e escolhida entre outras 20 alternativas, e na pergunta estimulada o conhecimento do IBAMA não é inferior a 90%. As entidades governamentais de meio ambiente, sejam elas nacionais ou estaduais, são conhecidas por 75% dos entrevistados no Acre, 46% em Rondônia e 31% no Pará. No que se refere a agências ambientais estaduais, o IMAC (Acre) é o mais conhecido (64%), seguido da Sedam (Rondônia) com 42% e a Sectam (Pará) com 22%. O Museu Goeldi foi lembrado por 34% dos entrevistados no Pará.

Os madeireiros aparecem como os vilões do atual modelo de desenvolvimento: 57% dos entrevistados acham que não é necessário cortar madeira para desenvolver a Amazônia e menos do que 5% incluem o apoio à indústria madeireira como prioridade. A televisão é o principal meio de informação na Amazônia, sendo que 77% dos entrevistados declaram assistir aos telejornais e 15% a programas especiais. O horário de maior audiência é depois das 18h. Em segundo lugar vem a mídia impressa, com 25% que lêem jornais e 18% que lêem revistas. Programas de rádio foram apontados por 23% e o horário de maior audiência é pela manhã, principalmente antes das 8h. A Internet foi mencionada por menos de 3% dos entrevistados. Conversas com amigos e colegas foram citadas por 15%.

Em sua maioria, os amazônidas vivem em casas rústicas (70%), menos da metade (49%) das casas são abastecidas com água encanada, apenas 14% estão conectadas a uma rede de esgoto, 31% não têm coleta de lixo e 10% não são servidas por rede de energia elétrica.

Menos de um terço (29%) das famílias entrevistadas são naturais do estado onde vivem; 21% emigraram de outros estados e 28% são mistas (um dos cônjuges nasceu ali e outro não). A grande maioria dos amazônidas possuem uma escolaridade precária e encontram-se atrasados no colégio. Menos de dois terços (59%) são economicamente ativos e apenas 33% estão inseridos formalmente no mercado de trabalho.

A pesca e a caça são bastante difundidas entre a população da Amazônia. Mais da metade (59%) dos entrevistados acham que o consumo da caça faz parte da cultura alimentar e não prejudica o ambiente, 15% consumiram carne de caça em casa nos últimos 30 dias, sendo que na área rural esse índice aumenta para 35%. Paca foi o animal mais citado em relação à caça. No que se refere à pesca o padrão se repete: 17% declararam ter pescado nos últimos 30 dias, numa média de 27 kg de peixe capturado no período, e nas áreas rurais o índice sobe para 39% e a quantidade para 46 kg. Mais de um terço (40%) aprova a manutenção de animais silvestres em cativeiro desde que se trate bem deles.

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