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03027091001 - Environment Justice x Finance -  Inteligência Ambiental - Revista World Watch - www.worldwatch.org.br - Ouro deixa um rastro tóxico nos rios da Europa - por Payal Sampat 02/08/00 13:06:34

Environment Justice x Finance -  Inteligência Ambiental

Revista World Watch - www.worldwatch.org.br

Ouro deixa um rastro tóxico nos rios da Europa

por Payal Sampat*

Vários dos principais rios da Europa sofreram as conseqüências de um gigantesco acidente de mina, em janeiro de 2000, que aniquilou 650 toneladas de peixes em poucas semanas, privou 2,5 milhões de húngaros de seu abastecimento de água e deixou 15.000 pescadores desempregados.

O desastre foi descrito como o pior da Europa desde o vazamento nuclear de Chernobyl, em 1986. Chuvas fortes e neve intensa fizeram com que os resíduos da mina de ouro Baia Mare, no nordeste da Romênia, transbordassem da lagoa de contenção, despejando 100 milhões de litros de efluentes contaminados com cianureto no Rio Szamos. A poluição fluiu para o sul da Hungria, destruindo um trecho de 400 quilômetros do Tisza, o segundo maior rio do país, e penetrou no Danúbio na Iugoslávia. O vazamento criou o que o Ministro do Meio-Ambiente da Hungria, Branislav Blazic, denominou como um "cemitério" no fundo to Tisza.

O acidente na Romênia é um de uma séria de desastres semelhantes em minas de ouro nos últimos anos. Em 1992, um vazamento das águas residuárias da mina Summitville, no Estado americano do Colorado, destruiu a vida aquática ao longo de 25 quilômetros do Rio Alamosa. Em 1995, uma barragem de refugo rompeu numa mina de uma empresa canadense na Guiana, despejando uma pluma de efluentes tóxicos 70 quilômetros rio abaixo, no Essequibo.

Além da poluição da água, a mineração de ouro causa outros impactos na paisagem e comunidades locais. O ouro extraído com cianureto pelo processo de "lixiviação em pilha" – o método predominante nas minas norte-americanas, gera 9 toneladas de resíduos contaminados por onça de metal negociável. A mineração do ouro continua sendo uma das profissões mais perigosas do mundo: na África do Sul, o maior produtor mundial de ouro, cada tonelada do metal extraído causa uma morte e 11 ferimentos sérios nos trabalhadores.

As empresas de mineração de ouro têm caracteristicamente se livrado da responsabilidade por muitos desses acidentes. Na Guiana, por exemplo, comunidades locais afetadas receberam uma indenização irrisória, deixando-as com poucos recursos para enfrentar as conseqüências tóxicas das minas. Alguma empresas evitam a responsabilidade pelos acidentes entrando em falência, como foi o caso da mina Summitville, no Colorado, que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) calcula custará aos contribuintes US$ 170 milhões para limpar. Esmeralda Ltd., a empresa australiana, co-proprietária da mina romena, negou responsabilidade pelo desastre, a despeito dos pedidos de indenização pelos países afetados.

Payal Sampat* é pesquisadora do Worldwatch Institute

Eduardo Athayde - Editor do Worldwatch no Brasil  - uma@worldwatch.org.br

A VEJA on-line (Edições Especiais - VEJA Ecologia) lançou o livro Estado do Mundo 2000, Relatório Anual do Worldwatch Institute, traduzido  anualmente para 36 idiomas, conhecido como a Bíblia do Meio Ambiente. http://www2.uol.com.br/veja/idade/exclusivo/070600/veja_ecologia.html


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