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03027098001 - Environemnt Justice x Finance - Rede SBS Dia a Dia - O Estado de São Paulo - Greenpeace perde Sócios e entra em crise - Por Nelson Franco Jobim 17/08/00

Environemnt Justice x Finance - Rede SBS Dia a Dia

O Estado de São Paulo

Greenpeace perde Sócios e entra em crise

Por Nelson Franco Jobim*

LONDRES - Com suas táticas de ação direta e a validade científica de seus argumentos sob suspeita, o número de sócios e a arrecadação em queda, o grupo ecológico Greenpeace enfrenta uma crise sem precedentes. A organização não-governamental, famosa por suas táticas de "guerrilha verde", como escalar e ocupar monumentos ameaçados pela chuva ácida, colocar-se entre as baleias e seus caçadores e destruir plantações de alimentos geneticamente modificados, publica no dia 10 um relatório anual que deve mostrar cortes radicais de gastos e uma tentativa de rearticular sua filial nos Estados Unidos.

A situação agravou-se com o anúncio de que o diretor-executivo do Greenpeace International, Thilo Bode, vai deixar o cargo e pelo pedido de demissão de toda a diretoria da ONG nos EUA. Na Grã-Bretanha, o número de sócios contribuintes caiu para 200 mil, um terço a menos do que na metade dos anos 90. Mas um porta-voz do grupo afirma que tanto o quadro de sócios quanto a arrecadação estão aumentando, fruto das campanhas contra os alimentos transgênicos, uma das grandes preocupações ecológicas dos europeus no momento.

Nas últimas semanas, o Greenpeace foi alvo de um ataque direto de um de seus fundadores. Patrick Moore acusou a ONG de ser "dominada por esquerdistas e extremistas que desconsideram a verdade científica na busca de um purismo ambientalista". Resposta do grupo: Moore tornou-se porta-voz da indústria madeireira da Colúmbia Britânica, no Canadá, e nunca apresentou nenhuma prova de sua denúncia.

Questionamento - O radicalismo do Greenpeace e de suas técnicas espetaculares e sensacionalistas de "guerrilha verde" começou a ser duramente questionado durante uma campanha contra a Shell. Quando a multinacional anunciou, há cinco anos, que abandonaria a plataforma de petróleo Brent Spar, no Mar do Norte, a ONG previu uma catástrofe ecológica, com vazamento de petróleo. Depois, foi obrigada a recuar e pedir desculpas publicamente, reconhecendo ter superestimado em 37 vezes a quantidade de petróleo capaz de poluir o mar. Isso desmoralizou a validade científica de suas alegações, alimentando a imagem de grupo radical interessado em impor sua doutrina a qualquer custo.

O Greenpeace foi criado para lutar contra os testes militares americanos nas Ilhas Aleutas, perto do Alasca, nos anos 60. No seu momento de maior prestígio, depois que um de seus navios foi afundado pelo serviço secreto francês quando protestava contra testes nucleares na Polinésia Francesa, chegou a ter mais de 5 milhões de sócios, incluindo celebridades como Sting, Elton John e Tom Jones, que apoiavam sua campanha para salvar a floresta amazônica.

Queda - Em 1994, o total de sócios caíra para 4 milhões. De lá para cá, desceu para 2,4 milhões. Ao mesmo tempo, a entidade adotou métodos semelhantes aos das corporações internacionais que critica, como alugar parte de uma vila situada no alto de uma montanha nos Alpes italianos para uma reunião de uma semana.

Com a queda na arrecadação e o aumento dos custos, o Greenpeace lnternational passou a cobrar lucratividade de suas seções nacionais, sob pena de fechar. As sedes na Irlanda e na Ucrânia serão fechadas e as da Escandinávia serão aglutinadas numa só, a Greenpeace Nordic.

Nos EUA, onde a situação é pior, o quadro de associados caiu de mais de 1 milhão no início dos anos 90 para 300 mil. Com a renúncia da presidente-executiva, Kirsten Engberg, a substituição deve vir de fora. O Greenpeace planeja assumir o controle de uma prestigiada ONG ecológica americana chamada Ozone Action, que luta contra o aquecimento da atmosfera da Terra, o efeito estufa. John Passacantando, da Ozone Action, deve ser o novo diretor do Greenpeace americano.

Uma das principais causas da crise financeira seria a fadiga da opinião pública em relação às táticas de ação direta. "O público está cansado de nos ver acorrentados a navios e guindastes", admite um ativista, acrescentando: "O problema é que isso é o que fazemos melhor."

Desde o fiasco com a Shell, o quadro de associados do Greenpeace britânico estava em queda. Houve uma recuperação a partir do ano passado, quando o grupo entrou de sola na luta contra os alimentos transgênicos. Mas, ao invadir fazendas e destruir colheitas, a ONG foi acusada de levar seu radicalismo ao extremo. O lorde Peter Melchett, diretor para a Grã-Bretanha, foi preso e condenado por vandalismo.

Tom Burke, ex-assessor especial do Ministério do Meio Ambiente, acredita que as ações espetaculares já não provocam o mesmo impacto: "Antes, o Greenpeace conseguia mobilizar a opinião pública melhor do que nenhum outro grupo ecológico, mas suas táticas não apresentam mais nenhuma novidade", diz. "A ação direta não-violenta fez a fama do grupo, mas está morta agora."

Numa tentativa de partir para pesquisas mais científicas e acuradas, o grupo investiga há alguns anos o contrabando de madeira da Amazônia brasileira. Há duas semanas, acusou o Museu Britânico e uma loja de móveis famosa da Inglaterra de não conferir de onde seus fornecedores compram madeira. Mas os anunciados três anos de investigação renderam até agora apenas notícias de jornal. Não há um relatório detalhado e fundamentado como se poderia esperar.

"Tiroteio" - O governo britânico acaba de autorizar novas plantações experimentais de alimentos geneticamente modificados. Desta vez, os radicais verdes, pressionados pela condenação judicial, estão mais cautelosos, mas não no tiroteio verbal. "Essas experiências são políticas", afirma Jim Thomas ativista das campanhas sobre alimentos. "A população não quer alimentos transgênicos e o governo está tentando introduzi-los pela porta dos fundos", afirma. "Vai haver poluição genética em grande escala, do solo e de outras espécies; os problemas são imprevisíveis."

Com o temor dos europeus diante da manipulação genética de alimentos e o possível conflito com os EUA em torno da redução das emissões dos gases carbônicos que provocam o efeito estufa, uma nova onda de preocupações ecológicas atinge a Europa, oferecendo ao Greenpeace uma oportunidade de recuperação. "As pessoas estão cada vez mais conscientes de que correm riscos ambientais maiores do que nunca", afirma lorde Melchett. "O número de sócios já fez a curva; os últimos dados indicam crescimento a partir deste ano."

Enviando pela Rede SBS - Dia a Dia

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