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05046000005 - Information Commodities - Sinalizando o Mercado [5] - Notícias que chamaram a atenção da Rede CTA-UJGOAIS

27/06/00 14:27:27

 Information Commodities - Sinalizando o Mercado [5]

Notícias que chamaram a atenção da Rede CTA-UJGOAIS


ABEN - Associação Brasileira de Energia Nuclear

Usina dará R$ 4,4 milhões para projetos ambientais em Angra

Como parte dos compromissos ligados à construção de Angra 2, a Eletronuclear aplicará cerca de R$ 4,4 milhões em projetos ambientais na região de Angra dos Reis. Os projetos incluem a construção da sede da Estação Ecológica de Tamoios e seu plano de manejo; o desenvolvimento da infra-estrutura do Parque Nacional da Serra da Bocaina; a melhoria da qualidade da vida dos índios da região (os Guarani-Nhandeva); a construção do Centro de Estudos Ambientais de Angra dos Reis; e o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Baía da Ilha Grande, entre outros. Os investimentos gerais previstos no programa – que abrangerá várias outras áreas – serão de R$ 12,8 milhões.

Segundo o Superintendente de Apoio Técnico, Luiz Henrique Morais, os programas são desenvolvidos através de convênios firmados com o Ibama, Funai, Governo do Estado, prefeituras e universidades, com a duração de três anos. Porém, já no final do segundo ano, será feita uma avaliação completa do andamento de cada um, a fim de discutir a necessidade de novos investimentos ou definição de projetos adicionais.

O chamado Programa de Compensação Sócio-Ambiental está ligado ao Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) de Angra 2. E não vai se esgotar nos aspectos ambientais: prevê também apoio à educação pública; aquisição de medicamentos e equipamentos para a Santa Casa de Angra dos Reis e Paraty; e construção de uma creche na Vila do Frade, além de outras iniciativas.

Suécia rejeita opção antinuclear –

O Governo sueco informou que não terá condições de cumprir o acordo feito em 1997 com o Parlamento para fechar, até julho de 2001, a usina nuclear de Baserbäck-2. Em relatório, o Governo disse que além de estar havendo um déficit no suprimento desde o fechamento de Baserbäck-1, no final do ano passado, a importação de energia substituta, oriunda de usinas a carvão da Dinamarca, vem provocando constante aumento nas emissões de CO2 na atmosfera.

Um estudo - efetuado por duas firmas de consultoria, a sueca KM Miljoteknik e a dinamarquesa Cowi - afirma que a retirada de estimados 4 TWh de energia elétrica do sistema, causados pelo eventual fechamento de Barsebäck-2, duplicaria a já existente falta de energia no sul da Suécia, calculada em 500 MW. Segundo o Governo, a única alternativa disponível seria a dos combustíveis fósseis, com o ônus do aumento da poluição.

O documento também afirma que a intenção de substituir a perda energética representada pelo fechamento político de Barsebäck-1 no final do ano passado não obteve sucesso e seria improvável que o plano funcionasse para o segundo reator da central. Em recente entrevista, o ministro da Energia, Björn Rosengren, afirmou que era improvável que o Governo pudesse cumprir o acordo estabelecido com o Parlamento em 1997 de fechar a usina de Barsebäck-2 até julho de 2001.

ABEN - Associação Brasileira de Energia Nuclear

Mais informações: Mário Moura e Fábio Aranha - ABEN/RJ. Linha Direta: (21) 536-1751/1869 - Fax: (21) 286-6646 - E-mail: aben@ax.apc.org - Internet: http://www.ax.apc.org/~aben


Folha de São Paulo - 22.06.2000 - CLIMA

Planalto cria fórum sobre efeito estufa

DA REDAÇÃO

O governo federal publicou ontem no "Diário Oficial da União" decreto instituindo o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, com o objetivo de "conscientizar e mobilizar a sociedade para a discussão e a tomada de posição sobre os problemas decorrentes da mudança do clima".

Participarão do fórum ministros de dez pastas. O presidente da República pode também nomear "personalidades" e representantes da sociedade civil para fazer parte dele.

É o segundo organismo criado pelo governo para tratar da questão. Em maio de 1999, já havia estabelecido a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, que continuará existindo.

A criação do fórum é uma tentativa de dar maior densidade política ao debate sobre o tema. Ele será presidido pelo presidente da República, que fará também a convocação de suas reuniões.

Os temas principais são as iniciativas ligadas ao Protocolo de Kyoto, tratado internacional para combater o efeito estufa (aquecimento da atmosfera pela retenção do calor solar sob camada de gases como o CO2). A discussão sobre elas foi considerada muito restrita, dentro e fora do governo.

Divulgado por Carlos Frederico Ribeiro Gonçalvez email: carl.frederic@uol.com.br


Revista IstoÉ - 24 de junho de 2000 - BRASIL

Denúncia

Grãos da discórdia - ONGs revelam que brasileiro come transgênicos sem saber

Mônica Tarantino

A controvérsia sobre os alimentos transgênicos – geneticamente modificados – ganhou fôlego na semana passada, com a denúncia da presença de ingredientes do gênero (soja e milho) na composição de 11 produtos nacionais e importados disponíveis nos supermercados.

Testes feitos com 42 alimentos a pedido do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e do Greenpeace provaram que o brasileiro ingere alimentos transgênicos sem ter conhecimento. O governo, no entanto, manteve a permissão para que os alimentos fiquem nas prateleiras por julgar que a falta de distinção nos rótulos não é motivo para suspender as vendas. Soa estranho, já que o próprio governo brasileiro assinou em fevereiro, com outros 130 países, um protocolo no qual concorda com a rotulagem dos produtos geneticamente modificados. E além do mais, no Brasil o cultivo e a comercialização de alimentos transgênicos estão proibidos por decisão judicial enquanto não for estabelecida legislação específica. As sementes só entram no País para plantio experimental, com autorização especial.

Com a denúncia, as entidades esperam que o consumidor tome partido. “A população precisa estar informada e ter maior poder de pressão sobre as indústrias. Deve influir nos processos de decisão sobre os transgênicos”, explica o coordenador do Greenpeace, Roberto Kishinami.

O resultado dos testes colocou mais lenha numa fogueira que arde no País. Serviu de combustível, por exemplo, para a concessão de uma liminar, na terça-feira 20, impedindo o desembarque, em Recife, de 38 mil toneladas de milho importadas da Argentina por avicultores até que se comprove a inexistência de grãos geneticamente modificados no lote. Meses antes, os gaúchos devolveram aos americanos 27,5 mil toneladas de milho supostamente transgênico. Há mais de um ano, o governo do Rio Grande do Sul intensificou o controle sobre as compras no Exterior feitas pelas indústrias locais para alimentar aves e suínos e evitar que os animais recebam rações de grãos modificados. “O governo está brincando com uma questão séria. Não libera o cultivo, mas não fiscaliza as importações. Precisamos evitar que os produtos brasileiros, como a carne de frango, fiquem sob suspeita no mercado internacional”, critica José Hermeto Hoffmann, secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul. Como a Europa fechou as portas para transgênicos, Hoffmann acredita que é a chance de o Brasil se diferenciar no mercado mundial como produtor de soja não transgênica. “Será uma burrice econômica não aproveitar esse momento”, observa.

Existem muitas discussões em relação aos efeitos dos alimentos transgênicos na saúde e no ambiente. Cientistas, médicos e geneticistas divulgam, por exemplo, que há possíveis riscos de aumento de alergias na população mundial. Nos Estados Unidos, h registros de pacientes alérgicos que manifestaram crises da doença depois de terem ingerido soja modificada. Mas também há muitas pesquisas mostrando que os alimentos não causam danos ao organismo. Mesmo que a conclusão final demore, porém, o consumidor tem o direito garantido de saber o que está comprando. Além do Idec, os Procons estaduais e municipais já aprovaram moção considerando precipitada a liberação dos transgênicos e pedem a rotulagem. É o mínimo que se pode fazer para garantir o direito de escolha do consumidor.

Os teste mostraram a presença de soja ou milho transgênicos nos alimentos. Há outros na relação: Nestogeno com soja, salsicha Swift (tipo Viena), Cereal Shake Diet, Bac'os, Prosobee (fórmula não láctea), Soy Milk e biscoito McCormick

© Copyright 1996/2000 Editora Três

Enviado por David Hathaway <hathaway@unisys.com.br> e Divulgado por Maria C. Rosa <mariacrosa@uol.com.br> e Joelma Cavalcante email: jorj@gbl.com.br 


O Estado de São Paulo - 23.06.2000

Agricultor é preso ao pegar casca de árvores para chá

Por Chico Araújo

BRASÍLIA - Apesar de todos os grandes madeireiros que estão devastando a Amazônia estarem soltos, em Brasília um agricultor poderá pegar 5 anos de cadeia por raspar as cascas dos troncos de seis árvores, que usaria para fazer uma chá para a mulher.

O caso envolve Josias Francisco dos Anjos, de 55 anos, morador de Planaltina, a cerca de 40 quilômetros de Brasília, que foi preso em flagrante há quatro dias por agentes da Polícia Florestal do Distrito Federal (DF) quando raspava árvores à beira do Córrego Pindaíba, perto de sua casa.

Na Delegacia de Crimes Ambientais do DF, onde foi autuado em flagrante, o agricultor foi enquadrado com base no artigo 26 do Código Florestal. O crime por ele praticado é inafiançável e, se condenado, Josias dos Anjos pode ficar 5 anos na prisão.

Anjos está recolhido na carceragem da Coordenadoria de Polícia Especializada (CPE) com mais cinco presos. Seu caso foi parar na Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que deve entrar hoje na Justiça com pedido de transferência do preso. O presidente da comissão, advogado Paulo Machado Guimarães, anunciou ontem que iria cuidar do caso de Josias do Anjos, que é analfabeto. A família do agricultor é pobre e não tem como contratar um advogado para defendê-lo.

Policiais que deram o flagrante em Josias dos Anjos contam que, ao ser preso, o agricultor portava vários saquinhos com pó de almesca. Ele teria confessado que venderia o produto a moradores do Vale do Amanhecer, lugarejo místico próximo a Planaltina. Mas o agricultor nega as acusações. Segundo ele, as casca da árvore foram coletadas fazer um chá para sua mulher, Erotildes Souza Guimarães, de 40 anos, que, de acordo com o agricultor, está doente.

Anjos, que chegou algemado e chorando à CPE, disse que sua mulher sofre de doença de Chagas e tem crises de dores constamente. Só fica aliviada quando toma o chá, alegou.

O agricultor faz serviços em chácaras vizinhas da propriedade onde mora e ganha em média um salário mínimo por mês. Segundo Anjos, a resina das cascas da árvore cura também gripes e refriados.

Divulgado por Ney Gastal email: gastal@uol.com.br


Clipping do Easy Jus - STF em 21/06/00

As últimas notícias dos Tribunais-Quilombolas

Carlos Velloso recebe representantes das comunidades negras quilombolas O Supremo Tribunal Federal recebeu hoje (21/06) mandado de injunção (630) assinado por 11 associações de trabalhadores rurais e comunidades negras de municípios do Mato Grosso, Maranhão, Bahia e Piauí.

No intervalo da sessão plenária, o presidente do Supremo, ministro Carlos Velloso, conversou com representantes das entidades.

No documento protocolado no STF, as associações sustentam que o artigo 68 da Disposições Transitórias da Constituição Federal conferiu aos remanescentes das comunidades de quilombos o direito de propriedade das terras por eles ocupadas.

Eles revelam que levantamento realizado aponta a existência de 724 comunidades rurais quilombolas no País e que o governo só concedeu a titulação das terras a apenas cinco comunidades.

As entidades pedem ao Supremo que seja determinada ao Executivo a adoção das medidas necessárias para a imediata expedição de título de propriedade em  favor do restante das comunidades.

Enviado por Humberto Adami email: humbertoadami@openlink.com.br - divulgado pela lista de Direito Ambiental email:  dtoambiental-unsubscribe@egroups.com


Folha de São Paulo - 25.06.2000

Água, educação e preço

Por Antonio Ermínio de Moraes

O governo vai implantar um órgão para cuidar da água do Brasil: a ANA -Agência Nacional de Águas.

Apesar de o país possuir uma das maiores reservas de água do mundo, estava na hora de agir com firmeza para preservar o precioso líquido. O futuro preocupa. Até o ano 2025, 2,5 bilhões de habitantes do planeta estarão sem água adequada.

O descuido no uso da água desencadeia desastres de grandes proporções. No começo, contorna-se o problema com racionamento, como se faz hoje em São Paulo. Mas, aos poucos, a situação se agrava, e a falta de água acaba afetando o uso das terras, a alimentação dos animais, dos peixes, das aves e dos próprios seres humanos.

A China e a Índia, por exemplo, sofrem um rebaixamento do lençol freático de 1,5 metro por ano -respectivamente! É uma ameaça pavorosa para dois países que dependem tanto de irrigação e, juntos, possuem 2,3 bilhões de habitantes. Ao mesmo tempo, o consumo de água "per capita" nos Estados Unidos é de 5.000 litros por dia -três vezes mais do que na Europa. Um esbanjamento!

Para preservar a água, os especialistas recomendam elevar o seu preço. Mas só preço não resolve. São Paulo, onde o preço é dos mais altos do mundo, desperdiça muita água. As pessoas não estão esclarecidas. Os comportamentos não são adequados.

Nesse campo, é muito importante conscientizar a população. O Brasil precisa de boas campanhas educativas focalizando, sobretudo, os que lavam calçadas, paredes e automóveis com água potável, assim como os que ficam debaixo do chuveiro horas a fio para tomar um banho que requer dez minutos.

Vejo na lei que criou a ANA inúmeras atribuições de planejamento, supervisão e controle dos recursos hídricos da União. Parece-me, porém, que a nova agência terá de atuar, muito mais, no apoio de uma ampla ação pedagógica para que o brasileiro de hoje não venha a ter sede amanhã.

Convenhamos. Necessitamos de mais civilidade no uso da água! Precisamos de uma mobilização que envolva a educação no lar, na escola e ao longo de toda a vida dos cidadãos.

Sei que é mais fácil elevar preço do que elevar a educação -como está ocorrendo agora, injustificadamente, com os telefones, que aumentaram mais de 14% num ano em que a inflação, até o momento, foi menos de 1,5%.

Mas aumentar preço é apenas uma pequena peça de um programa mais responsável. Com a distorcida distribuição de renda que possuímos, mesmo com preço mais alto, haverá sempre os que continuarão desperdiçando, sem o menor critério.

Que a chegada da ANA seja para construir uma nova mentalidade e introduzir condutas e hábitos de vida que preservem a água -e não apenas mais uma agência enfurecida para coletar recursos de uma população que precisa mais de educação do que de sobrepreços.

Dilvugado por Instituto Pinho Bravo email: jarmuth@webcampos.com.br

Gota d'Água:  seu portal para pesquisas sobre água, no http://ipb.8m.com


"A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo"     Peter Drucker

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