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05046000006 - Information Commodities - Sinalizando o Mercado [8] - Notícias que chamaram a atenção da Rede CTA-UJGOAIS 25/07/00 08:10:32

Information Commodities - Sinalizando o Mercado [8]

Notícias que chamaram a atenção da Rede CTA-UJGOAIS


Carta de Lutzenberger para Revista VEJA

À  Direção da Revista VEJA

Sr. Roberto Civita – Presidente e Editor/Sr. Tales Alvarenga – Diretor de Redação/Sr. Eurípedes Alcântara – Redator Chefe

Porto Alegre, 20 de Julho de 2000

Prezados Senhores:

A reportagem "O herói do foie gras", nº 24, de 14 de julho deste ano, é mais um exemplo, entre vários que venho constatando, que mostram que VEJA às vezes está ou muito mal informada ou muito mal intencionada.

Sua tentativa de ridicularizar José Bové, exuda sentimento anti-luta social. A luta de Bové nada tem a ver com anti-americanismo, é uma luta de cunho global contra a sistemática marginalização do camponês pela política agrícola de apoio às transnacionais. A globalização é apenas um dos últimos instrumentos desta política.

Não consigo crer que VEJA seja tão ignorante que não saiba distinguir entre camponês e fazendeiro e tão mal informada que não saiba que os subsídios agrícolas no Mercado Comum Europeu, nos EEUU e entre nós também, são para o agribusiness e as grandes monoculturas, apenas as últimas gotas chegam até o agricultor, quando chegam.

Até na "moderna" Alemanha, a renda per cápita, no que sobra de agricultura familiar, é a última na lista, inferior à do operário não especializado. Por isso, todos os anos, dezenas de milhares se vêem obrigados a abandonar.

No mundo inteiro, também aqui no RS, e, como pude verificar recentemente na China (que também se prepara para submeter-se à Organização Mundial do Comércio, WTO), aumenta o número de suicídios entre os camponeses.

Quanto ao "quixotesco" e "anti-americano" de Bové, ele é pessoa muito culta, estudou em Harvard, fala muito bom inglês e conta com forte apoio nos EEUU, onde a marginalização dos "farmers" (não confundir com fazendeiros) é uma das piores do mundo.

Dizer que Bové fica mais rico e os agricultores brasileiros mais pobres, se não for puro cinismo, é muita burrice. Em todo o mundo, o verdadeiro agricultor está cada dia mais próximo da falência. Era o caso de Bové, que se tornou camponês criador de ovelhas e produtor de queijo Roquefort, por escolha pessoal, poderia ter se tornado professor universitário.

Gostaria de saber porquê VEJA prefere dar apoio à tecnocracia transnacional, que quer se estruturar em poder global tecno-ditatorial, em vez de dar força ao cidadão.

Atenciosamente

José A. Lutzenberger

Lilly Lutzenberger - Fundação Gaia email: fundgaia@zaz.com.br

Divulgado por Gert R. Fischer email:gfischer.joi@zaz.com.br

A Rede CTA-UJGOIAS editará o artigo "The Absurdity of Modern Agriculture" -de José A. Lutzenberger em português.


Agência O Globo - 07.07.2000

Inflação em seis anos de Real foi de 90,11%

A inflação registrada desde o ínicio do Plano Real (1994) é de 90,11%, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

A taxa acumulada nesses seis anos pesou mais no bolso das famílias com rendimento mensal superior a R$ 2.792,90, que amargaram uma inflação de 96,12%.

Para as famílias que vivem com cerca de R$ 377,49 por mês, a variação foi de 80,05%. Os que recebem R$ 934,10 tiveram uma taxa de 82,27%.

Os preços que mais aumentaram desde 1994 foram os relacionados à educação (200,6%), habitação (195,8%) e saúde (163,1%).

Em contrapartida, os equipamentos domésticos (29,6%) e os produtos de alimentação (54,4%) subiram menos que a inflação.

Divulgado por Maria C. Rosa email: mariacrosa@uol.com.br 


Instituto Ambiental VIDÁGUA - http://home.techno.com.br/vidagua

O SNUC foi sancionado !

Foi sancionado o SNUC - Sistema Nacional de Unidades de Conservação, LEI 9985 de 18 de julho de 2000.

Quem quiser ler a LEI e os seus VETOS na íntegra acesse: http://home.techno.com.br/vidagua

Vale a pena todos ficarem atentos porque revogam-se os artigos 5º e 6º da Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965 (Código Florestal); o art. 5º da Lei 5.197, de 3 de janeiro de 1967 (Fauna) e o art. 18 da Lei 6.938, de 31 de agosto de 1981 (Política Nacional do Meio Ambiente). O SNUC regulamenta ainda o art. 225, § 1º, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal e altera algumas resoluções do CONAMA !

O SNUC estava tramitando desde 1992 !

Rodrigo Agostinho
Secretário Executivo do Instituto Ambiental Vidágua- vidagua@techno.com.br


O Globo - 17.07.2000

Grameen Bank

O Grameen Bank, com sede em Bangladesh, tem como objetivo atender exclusivamente pessoas pobres - de 2,4 mi de famílias, entre elas, algumas que nunca viram dinheiro. Seu fundador, Mohammad Yunus, chegou ontem ao Brasil para divulgar sua experiência e lançar seu livro "O banqueiro dos pobres", editado pela Ática.

Divulgado por José Manoel Biagi Amorim email: jmb_amorim@novacao.com.br


O Globo - 18.07.2000

O pior desastre em 25 anos

Por Maria Tereza Boccardi  - Especial para O GLOBO

CURITIBA. Seis meses depois de um vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara, quatro milhões de litros vazaram anteontem, por aproximadamente duas horas, da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no município de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. É o maior acidente ambiental em mar ou bacias hidrográficas do Brasil nos últimos 25 anos. Esse vazamento, que ameaça a região com a destruição da flora e da fauna ribeirinhas e a suspensão do abastecimento de água potável para a população de cidades próximas, é três vezes maior do que ocorreu em janeiro no Rio.

De acordo com o superintendente da Repar, Luiz Valente Moreira, o vazamento de óleo foi provocado pela ruptura de uma tubulação durante o bombeamento de combustível do Terminal de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, para a Repar. A maior parte do óleo percorreu uma extensão de 2.800 metros ainda dentro da área da refinaria entre às 13h15m e 15h15m. Depois, atingiu os rios Barigui e, em seguida, o Iguaçu, um dos principais do Paraná, que atravessa o estado numa extensão de 800 quilômetros. O Barigui é um dos principais afluentes do Iguaçu.

Mancha já tinha avançado 15km

A mancha de óleo, com cerca de cinco centímetros de espessura, já havia avançado até o fim da tarde de ontem cerca de 15 quilômetros até o distrito de Guajuvira, o que põe em risco pelo menos dez mil pessoas das regiões ribeirinhas, pois o óleo é altamente tóxico.

Segundo o presidente da Petrobras, Philippe Reichstul, as causas do acidente ainda estão sendo investigadas, mas há a possibilidade de a ruptura da tubulação ter sido provocada por envelhecimento de material, já que o duto estava em funcionamento há 23 anos. Reichstul descartou a possibilidade de sabotagem no duto.

Durante todo o dia de ontem, técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), da Petrobras e do Ibama sobrevoaram a área para tentar avaliar a extensão dos danos ambientais.

- Os recursos são ilimitados para conter os riscos. O nosso pessoal já tem autorização para fazer os gastos que forem necessários para conter o vazamento e recuperar os rios - afirmou Reichstul, que esteve no local, sobrevoando a área atingida.

Técnicos dos EUA são chamados

Reichstul disse também que técnicos e equipamentos de uma empresa americana, que ajudou na recuperação da Baía de Guanabara, estavam sendo mandados para Araucária.

De acordo com o diretor da Petrobras, Albano de Souza Gonçalves, pelo menos 400 homens foram contratados pela empresa para ajudar no trabalho de contenção do óleo. Para conter o avanço do combustível pelos rios Barigui e Iguaçu foram instaladas quatro bóias e redes de absorção em diferentes pontos. Em dois deles foram feitos canais para direcionar o óleo para valas abertas por escavadeiras no solo - o que facilitaria a coleta do produto.

Outras quatro barreiras seriam instaladas ao longo do Rio Iguaçu, nos municípios de General Carneiro, Balsa Nova, Porto Amazonas e São Matheus. Técnicos do IAP estudam a região para a instalação de barreiras em outros seis pontos, na tentativa de impedir que a manche avance ainda mais.

- Acreditamos que em cerca de dez dias as águas dos rios estarão limpas - disse o superintendente de Meio Ambiente da Petrobras, Irani Varela.

A principal preocupação dos técnicos e dos ambientalistas era que a mancha de óleo, que avançava rapidamente com a correnteza dos rios, chegasse até o município de União da Vitória, distante cerca de 200 quilômetros de Curitiba.

Em União da Vitória há o primeiro ponto de captação de água para consumo instalado no Rio Iguaçu. Ele abastece cerca de 73 mil pessoas daquela cidade. Curitiba não corre o risco de ser afetada pelo derramamento de óleo porque o acidente ocorreu num trecho do rio cerca de 20 quilômetros após a capital paranaense.

Ao longo do Rio Iguaçu há cinco usinas hidroelétricas - Foz do Areia, Segredo, Salto Santiago, Salto Osório e Salto Caxias. Ele desemboca no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu, no extremo oeste do estado, mas os técnicos da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) não acreditam que o vazamento possa afetar a produção de energia.

Divulgado por Aristides Soffiati email: soffiati@censa.com.br


A NOTICIA-JVL-18-07-00

Petrobras volta a poluir

Quatro milhões de litros de óleo vazaram no Rio Iguaçu, considerado o principal do Paraná

Uma mancha de óleo com cerca de 20 quilômetros de extensão tomou conta do Rio Iguaçu, principal rio do Paraná, ontem à tarde, decorrência de um vazamento de aproximadamente 4 milhões de litros de óleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas, ocorrido na tarde de domingo, em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. O presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul, e o ministro do Meio-Ambiente, José Sarney Filho, estiveram vistoriando o local.

De acordo com a Petrobras, o problema começou por volta de 13h15, mas só foi percebido duas horas depois. "A comissão de sindicância vai analisar todas as circunstâncias do acidente", afirmou Reichstul. "O tempo de detecção foi longo" adiantou. Mas ele disse que, a princípio, descarta que possa ter havido sabotagem, preferindo acreditar em "fatalidade". A comissão, composta por cinco pessoas, deve terminar o trabalho dia 20.

O vazamento aconteceu com a ruptura da junta de expansão de uma tubulação da refinaria. Segundo o superintendente da Repar, Luiz Valente Moreira, a estrutura é feita de aço carbono, com cerca de 10 polegadas de diâmetro, e se expande dependendo da pressão e temperatura. Às 13 horas, o equipamento teria sido vistoriado por um funcionário, que voltou somente duas horas depois, ao perceber que não havia conformidade entre o que era bombeado em São Francisco do Sul (SC) e o que entrava na Repar. Os dados foram checados no painel de controle e o equipamento, desligado.

De acordo com o presidente da Petrobras, 4 milhões de litros é o volume máximo que poderia ter vazado nessas duas horas. "A sindicância vai dizer se esse é realmente o volume exato." A tubulação que rompeu tem 23 anos, mesma idade da refinaria, mas, segundo a diretoria, foi monitorada no fim do ano passado. De acordo com o diretor da Petrobras, Álvaro de Souza Fernandes, o acidente de domingo perde em volume somente para o ocorrido com o navio Tarik, que, em 74, derramou 6 milhões de litros de óleo na Baia de Guanabara.

Governo aplicará uma multa de R$ 50 milhões

Curitiba - O governo do Paraná anunciou que será aplicada a multa máxima de R$ 50 milhões à Petrobras, em razão do acidente de domingo. "Queremos a apuração rigorosa dos fatos, para que não se repitam", afirmou o governador Jaime Lerner. "Mas o que importa agora é que todos atuem juntos no sentido de resolver o problema e reparar os danos ambientais." O presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), José Antonio Andreguetto, disse que será impossível recuperar 100% do ambiente.
Uma equipe do instituto estava percorrendo a região para uma análise sobre os danos. "Temos que deixar isso o mais claro possível, não podemos deixar que ninguém esconda o que ocorreu", disse Andreguetto. A estimativa da Petrobras é que em 10 dias o rio esteja limpo, passando depois para uma "limpeza fina" das margens.
O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, condenou a Petrobras. Um médico do Rio de Janeiro deslocou-se para Araucária para acompanhar possíveis problemas de saúde. A população também está sendo orientada sobre como agir, pois o óleo, além de cancerígeno, é inflamável.

Divulgado por Gert R. Fischer email: gfischer.joi@zaz.com.br


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