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Pelo Desenvolvimento Limpo de um Novo Mercado Financeiro!
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05046000007 - Information Commodities - Sinalizando o Mercado [7] - Notícias que chamaram a atenção da Rede CTA-UJGOAIS - 25/07/00 16:34:53

Information Commodities - Sinalizando o Mercado [7]

Notícias que chamaram a atenção da Rede CTA-UJGOAIS


Programa Roda Viva - TV Cultura

Acordo Bioamazonia e Novartis Pharma da Suiça

O entrevistado de hoje (17/07) no Programa Roda Viva da TV Cultura e o Dr.
Wanderley Messias da Costa, presidente da Organizacao Social BIOAMAZONIA e responsavel pela assinatura do Acordo de Cooperacao Tecnica entre a BIOAMAZONIA e a NOVARTIS Pharma da Suica.

Dr. Carlos Alfredo Joly email: cjoly@obelix.unicamp.br

Divulgado por Insituto Pinho Bravo email: ipb@webcampos.com.br


RITS - Rede de Informações para o Terceiro Setor

Banco Mundial lança Centro de Informação

O Centro de Informação ao Público (PIC) é o mais novo serviço do Banco Mundial no Brasil. A iniciativa é fruto da política de disseminação de informação do Banco e tem o objetivo de disponibilizar ao público em geral documentos e relatórios elaborados pelo Banco Mundial. Criada originalmente no escritório de Washington, a idéia foi reproduzida em escritórios de vários países.

No Brasil, a divulgação dessas informações começou a ser feita através de uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas. Mas a quantidade de documentos e a demanda do público cresceu muito e tornou-se necessário fazer uma reestruturação no projeto, o que deu origem ao PIC, localizado no escritório do Banco, em Brasília.

"O PIC reúne informações que podem ser utilizadas por a toda sociedade. Se trata de uma biblioteca com quase todos os documentos e relatórios produzidos no mundo, anualmente, pelo Banco Mundial", diz Mauro Azeredo, coordenador geral do PIC.

São três mil documentos arquivados, dos quais 70% dizem respeito à América Latina. O público-alvo são profissionais das diversas áreas: acadêmica, governamental e não-governamental. Mas qualquer pessoa ou instituição pode consultar o acervo e, se necessário, solicitar cópias dos documentos. Segundo Mauro, 80% das consultas são realizadas por instituições não-governamentais e profissionais do Estado.

A Fundação Konrad Adenauer, por exemplo, consulta freqüentemente o acervo do PIC. Segundo José Mário Brasiliense Carneiro, coordenador de projeto da Fundação, os documentos são utilizados para a realização de pesquisas, sobretudo na área de economia. "A fundação promove seminários e usamos estatísticas dos relatórios para elaborar alguns conceitos", garante José Mário. A Unesco também já recorreu aos relatórios. "As pesquisas são muito atuais e têm dados recentes", diz Neusa Queiroz.

Com o desenvolvimento das tecnologias de informação, o Banco Mundial viu a necessidade de criar um site para disponibilizar o acervo na Internet. O Banco está lançando também uma página, em português, sobre o Brasil. Lá existem informações sobre o PIC e algumas publicações. A solicitação dos relatórios pode ser feita pelo site do Banco Mundial.

Links Relacionados

Banco Mundial

Fundação Konrad Adenauer on-line

Unesco


USA Today - 10 Julho 2000

Enorme distribuição da "GOBLET" marca a "História do Comércio Eletrônico"

A Amazon.com declarou que no ultimo sabado entrou na "historia do comercio eletronico" ao entregar 250.000 copias do ultimo livro da personagem Harry Potter (Harry Potter and the Goblet of Fire). O feito constitui a maior distribuicao de um unico item num mesmo dia, ressalta a Amazon. A empresa ofereceu condicoes especiais aos primeiros 250.000 pedidos, os quais foram entregues no proprio sabado, apesar de seus consumidores terem pago apenas o frete padrao, cuja entrega geralmente demora de tres dias a uma semana.

Esta promocao proporcionou aos consumidores uma economia de US$ 10 no frete e a Amazon tambem ofereceu um desconto de 40% sobre o preco de tabela do livro. A FedEx ajudou com as entregas, aproveitando a oportunidade para testar uma nova unidade de distribuicao domestica desenvolvida para o comercio eletronico.


Computer Reseller News - 10 Julho 2000

Maryland Comptroller apoia programa de tributação da internet conduzindo por estados dos EUA

William Donald Schaefer, da Maryland Comptroller, se posicionou junto 'as forcas favoraveis 'a tributacao da Internet ao propor que aquele estado americano participe de um programa piloto de tributacao das vendas efetuadas atraves do comercio eletronico. Schaefer ressaltou que a hesitacao demonstrada pela Comissao Federal Consultiva sobre Comercio Eletronico acabou lhe impelindo a apoiar firmemente a legislacao estadual que "autoriza minha agencia a desenvolver um sistema voluntario, multiestadual e continuo de administracao e arrecadacao de impostos sobre as vendas online". A Associacao Americana dos Governadores, a Conferencia Americana das Legislaturas Estaduais, a Federacao dos Administradores Tributarios e a Comissao Tributaria Multiestadual dos EUA estao patrocinando o programa piloto. Os representantes de Maryland e de outros estados americanos estao negociando com estes grupos para definir a participacao deles em tal programa. O programa piloto utiliza-se de um sistema de arrecadacao de impostos com "aliquota zero" que permitira' que os comerciantes online se eximam da obrigacao de registrar-se em multiplos estados, devolver a papelada envolvida ou interpretar as diferentes legislacoes, ressaltou Schaefer. Ele estima que o estado de Maryland devera' deixar de arrecadar US$ 148,5 milhoes sobre os rendimentos provenientes das vendas online ate' o ano 2003.

Divulgado por Eduardo Athayde

Editor do Worldwatch Institute do Brasil  - www.worldwatch.org.br

Email: uma@worldwatch.org.br


Folha de São Paulo - 14.07.2000

Falta d'água atinge 1,7 bi, afirma pesquisa

Pesquisadores norte-americanos refazem mapa global da escassez com base no estudo de 60 mil microrregiões

Por CLAUDIO ANGELO - DA REPORTAGEM LOCAL

O mundo está mais seco do que se imaginava. Um estudo publicado na edição de hoje da revista "Science" afirma que 1,75 bilhão de pessoas já enfrentam severa escassez de água no planeta.

A estimativa anterior, da ONU (Organização das Nações Unidas), calculava em meio bilhão o número de indivíduos expostos atualmente ao problema.

Por severa escassez de água potável, entende-se, segundo a ONU, o uso de mais de 40% das reservas do líquido disponíveis em uma certa região para consumo industrial, doméstico e agrícola.

O trabalho foi coordenado pelo geocientista Charles Vörösmarty, da Universidade de New Hampshire, nos Estados Unidos.

Para realizar o cálculo, a equipe de Vörösmarty dividiu o mundo em 60 mil microrregiões. Depois, estimou a quantidade de água doce sustentável (presente em rios e reservatórios de superfície) disponível em cada região.
A projeção dos cientistas para o ano 2025 é que 3,3 bilhões de pessoas não tenham mais água para irrigação -a atividade humana que mais consome o líquido.
Todos os cálculos anteriores levavam em conta macrorregiões, como países e continentes. Eram, portanto, menos precisos.

"O que nós fizemos foi um ajuste fino", disse o pesquisador à Folha, por telefone. "Descobrimos que os recursos hídricos locais em algumas áreas estão simplesmente esgotados", afirmou.

Metrópoles na mira

As áreas mais atingidas, claro, são as regiões áridas do norte da África, da Ásia Central e do Oriente Médio. Mas zonas de intensa urbanização recente, como o sul dos EUA e o norte do México, também foram incluídas no novo mapa da escassez.

"A demanda aumenta de forma drástica no mundo todo", afirmou o especialista em recursos hídricos José Galizia Tundisi, do Instituto Internacional de Ecologia, em São Carlos (SP).

"As metrópoles não têm recursos hídricos suficientes para suportar o crescimento populacional", disse Tundisi.

Divulgado por Instituto Pinho Bravo - email:jarmuth@iconet.com.br


USA TODAY / FSP / UOL - 13.07.2000

Lembranças de Sydney terão selo de legitimidade de DNA

Por Rod Hirsch

Os falsificadores há muitos anos são o flagelo dos governos, bancos, músicos e colecionadores de arte, um problema intrigante que vai bem além de assinaturas falsas e de pinceladas desonestas.

A questão mais ampla da autenticidade está relacionada de maneira mais estreita ao valor relativo de cada peça, com o universo cada vez mais amplo de antigüidades e objetos de coleção sendo arrastado pouco a pouco para o abismo sem fundo da economia subterrânea.

Os artistas, interessados em fazer uma grana rapidinho, que povoam esse nefasto submundo não se interessam por permissões, licenciamento, taxas ou acordos de exclusividade garantida.

O Serviço Alfandegário dos Estados Unidos estima que os produtos falsificados -que variam de CDs dos grupos pop U2 e 'NSync a camisetas e peças para carros da Mercedes Benz, passando por bolsas Coach e relógios Seiko- custam cerca de US$ 200 bilhões ao ano à economia norte-americana.

A tecnologia moderna, no entanto, descobriu um recurso que pode terminar sendo a solução para esse tipo de dificuldade.

Ansiosos por garantir que seus acordos de licenciamento com os fabricantes de produtos esportivos (e outros) valham o papel em que foram escritos, os organizadores dos Jogos Olímpicos deste ano, em Sydney, Austrália, contrataram uma empresa sediada em Los Angeles que está empregando uma tinta misturada com DNA humano a fim de marcar os produtos, objetos e souvenirs licenciados e oficiais.

O DNA, que contém a assinatura biológica única de cada ser humano, foi removido de um atleta australiano anônimo e misturado a um produto químico não especificado que pode ser "lido" por meio de um scanner.

A ADN Technologies, de Los Angeles, empregou o processo para outras aplicações; a bola de beisebol que Mark McGwire rebateu para bater o recorde histórico de 70 home runs em uma temporada, vendida subseqüentemente por US$ 3 milhões em um leilão, foi marcada com DNA; o estúdio Warner Bros. está produzindo adereços de cena para filmagens que usam marcação em DNA, para desencorajar roubos em seus sets.

Isso tem mais a ver, porém, com a proteção aos fabricantes legítimos de objetos de recordação e roupas, e com os honorários que eles pagam pelo licenciamento em seus acordos de exclusividade, do que com garantir que os itens marcados sejam certificados como peças de coleção.

Do ponto de vista de um colecionador, esses produtos derivados, imitações e cópias baratas do original, não são exatamente uma desvantagem.

Por exemplo, e o seu cunhado cujo Seiko continua funcionando seis anos depois que ele o comprou de um "importador" cuja vitrina era o porta-malas de um carro?

Há milhares de colecionadores que não querem a coisa verdadeira; em lugar disso, procuram por cópias, e se interessam em conhecer o máximo que podem sobre suas dúbias credenciais e origens.

Cópias européias não autorizadas, produzidas no começo dos anos 30 e 40, dos bonecos de personagens Disney são, por exemplo, um produto de coleção extremamente procurado.

E o rótulo "oficial" afixado aos produtos licenciados e que pretender servir como recordação da enxurrada de eventos e efemérides que temos a cada dia não garante, tampouco, que o preço vá se manter.

A fórmula econômica que prevalece no mercado de produtos de coleção é extremamente simples: oferta e procura.

Cópias, falsificações ou produtos legítimos, a quantidade de produtos que estiver disponível no mercado, e o anseio das pessoas interessadas por comprá-los é que determinará os preços.

Não dá para não imaginar se as pessoas que forem à Austrália e voltarem com as malas sobrecarregadas de lembranças da Olimpíada se preocuparão mesmo com a legitimidade conferida aos seus pesos de papel com cenas de montanhas nevadas e aos seus buttons comemorativos por marcação à base de DNA. E daí que sejam "produtos oficiais"?

Tradução: Eduardo Simiuni

Divulgado por Ney Gastal email: gastal@uol.com.br


Buenos Aires - ECOLIST "Ecofalacias"

El discurso ecologista ha sido apropiado por las multinacionales

Miguel Grinberg acaba de publicar "Ecofalacias", un libro en el que analiza a fondo cómo se fue transformando la lucha por el planeta.

Por Verónica Abdala

El discurso ecológico que hace veinte años parecía fascinante, y en algún punto subversivo, parece hoy vacío de contenido porque se ha convertido en un lugar común que tanto sirve a las multinacionales como a los ideólogos publicitarios, de tal modo que suele servir a los intereses que debería atacar. Esta es la tesis de Ecofalacias. De cómo las transnacionales se apropian del medio ambiente, un libro del investigador Miguel Grinberg (Cómo vino la mano, La generación de la paz, Introducción a la ecología social, Ecología vivencial y Ecología cotidiana), que acaba de publicar Editorial Galerna y plantea un novedoso criterio de análisis, desde el progresismo, acerca del papel que tendrá la ecología en el siglo XXI.

"El propósito que dio origen a este trabajo fue, por un lado, exponer las circunstancias, los intereses y las causas de este proceso de vaciamiento que llevaron a cabo las mismas corporaciones que, además, financian supuestas organizaciones de investigación que justifican sus crímenes. Y, por otro, dar a conocer una serie de documentos de los últimos años que fueron sacados del medio porque tocan intereses corporativos. Por ejemplo, el que describe el impacto de las actividades militares en el medio ambiente, o los que hacen referencia a la contaminación ambiental en la infancia", explica el autor, que en los años 60 estuvo vinculado a los orígenes del rock nacional, y desde principios de los 80 se dedica exclusivamente a difundir las claves de la problemática ecológica. Actualmente se desempeña como docente de Ecopedagogía en Brasil y en la Argentina y conduce un programa radial dedicado a la difusión de estos temas. "También incluí toda la secuencia de declaraciones de la ONU entre 1972 y 1992, para demostrar cómo van perdiendo contenido político y se van volviendo cada vez más abstractas. Lo que prueba que, como ocurre con la Organización Mundial del Comercio, el Banco Mundial y el Fondo Monetario Internacional, hay una concordancia con la agenda corporativa", agrega.

--Usted sostiene en el libro que "el mundo ha sido convertido en un gran casino donde el destino de los recursos materiales, los continentes, la atmósfera, los océanos, las especies animales y vegetales, y las poblaciones humanas se negocian sobre un tablero globalizado mediante ritos de neofeudalismo electrónico y afanes descontrolados de lucro". Vista de afuera, la lucha de los militantes ecologistas independientes, aparece como quijotesca...

--Precisamente, ese uno de los problemas centrales con los que nos topamos: ésta es, a esta altura, una lucha absolutamente desigual. Son muy pocas las posibilidades que tenemos de ganar frente a esos monstruos que son las transnacionales y aquellos gobiernos que no están interesados en sacrificar un ápice de sus posibilidades de "desarrollo" por atender las cuestiones que, en definitiva, están comprometiendo seriamente el futuro del planeta. Actualmente, la tierra pierde, en superficie, el equivalente a una cancha de fútbol por minuto, en razón de quemas, talas y depredación.

--¿En qué medida se agravó la realidad ecológica en las últimas décadas?

--A mí me interesaba abarcar en el libro, fundamentalmente, el período comprendido entre una

Conferencia que se realizó en Estocolmo en 1972 y otra que tuvo lugar, veinte años después, en 1992, en Río de Janeiro. Porque en ese tiempo se producen las variaciones fundamentales en este terreno, incluyendo la neutralización del discurso ecológico, en razón de ciertos intereses políticos y económicos explícitos. El análisis de este período es más que suficiente para comprobar que se trabajó mucho e incluso se invirtieron fondos para que el tema ecológico no levantara vuelo, porque para algunos poderosos resultaba terriblemente condicionante. De ese proceso neutralizador participaron un abanico de naciones, incluyendo tanto a Estados Unidos, Rusia, y a los países de desarrollo como India, China y Brasil.

--¿Qué ocurrió entre 1972 y 1992 a nivel de la ciudadanía? ¿Se incrementó la conciencia social en la medida que se complejizaron estas cuestiones?

--Afortunadamente, sí. En esas dos décadas se formaron numerosas redes institucionales.

--Además de los ya mencionados intereses político-económicos, la ignorancia parece ser otra de las cuestiones que obstaculizan la evolución de propuestas y la creación de nuevos programas...

--Sobre todo a nivel político. Es frecuente que los dirigentes, que son quienes tienen posibilidades de hacer más cosas, crean erróneamente que la ecología es una cuestión complementaria o secundaria, que puede dejarse de lado. Algo similar le está ocurriendo al periodismo. En este momento, a diferencia de lo que pasaba hace algunos años, casi no hay diarios y revistas que tengan suplementos, columnas o secciones destinadas al tema.

--¿Qué posibilidades hay de neutralizar los problemas ecológicos en el futuro inmediato?

--Yo creo que el desastre ambiental seguirá agudizándose. Hay pocas posibilidades de resistencia efectiva. Sin embargo... un libro es una semilla. Yo apuesto con éste a sensibilizar a la clase política. No formo parte de ningún partido verde, pero en cambio estoy convencido de que hay que "verdificar" a los políticos.

--¿Cuál es su opinión acerca de la relación que hay entre la ecología y la cultura, en términos genéricos?

--Si no avanzamos en el camino de crear una sociedad concientizada en términos ecológicos, estaremos destinados a pagar un precio cada vez más alto en términos de desastres ambientales, epidemias y hambre. Por ende, de lo que se trata, en última instancia, es de luchar por transformar la actual evolución cultural, de ponerle límites a este "crecimiento" distorsionado, y de detener a las transnacionales que sólo operan en términos de conveniencia monetaria. En una sociedad en la que mandan los tecnócratas, el hombre, lejos de interesar como ser evolutivo, es visto como consumidor y como contribuyente mecánico. Esta es la causa de algunas de las peores tragedias de este siglo que termina.

Enviado por Grimberg email: grinberg@arnet.com.ar

Divulgado por Gert R. Fischer email: gfischer@netville.com.br


Estadão.com.br - 16.06.2000

Barragens para salvar o Pantanal?

Por Gilney Viana*

Diz o ditado popular: "deixa estar jacaré, a lagoa há de secar". Pois não é que de tanto usar e abusar as Baías do Pantanal estão secando!

E agora o que fazer? Vão construir diques para reter água (e os peixes?) das Baías de  Chacororé a Siá Mariana! É o que a FEMA (Fundação Estadual do Meio Ambiente do  Mato Grosso) está fazendo, neste justo momento, o que merece uma reflexão do antes, do agora e do depois.

Dos fatos, segundo o saber dos cientistas: a profundidade da coluna d´água no  Pantanal tem se reduzido ao longo dos últimos anos. Ou seja: tem sido acumulado  menos água nas baías, mesmo nos períodos das cheias. Diz que foi o uso não apropriado do rio e das margens, desmatamentos principalmente: mais sedimentos,  mais assoreamento.

Alguns estudiosos acrescentaram novos argumentos: a  construção de mansões e hotéis à beira das baías intensificou o vai-e-vem de voadeiras  pelos canais que ligam o rio Cuiabá à Baía Chacororé e Baía Siá Mariana. Aprofundaram os canais, aumentaram a vazão do rio e alterou-se o regime hidrológico daquele sistema natural de vasos comunicantes.

Há quem culpe a barragem de Manso, fechada em 30 de novembro de 1999, que reteve  as águas para fazer rodarem as turbinas da usina. As mesmas águas agora faltam para  suprir o rio Cuiabá, que corre esquálido, sem força para provocar a cheia exuberante da   Baía de Chacororé. Talvez seja o El Niño e os baixos índices pluviométricos. Ou, quem   sabe, tudo isso junto, sinergicamente.

Eu só sei que eu não sei, ao certo. Talvez seja castigo dos Deuses pela arrogância dos homens/mulheres, que querem controlar as enchentes e vazantes e redefinir o  Pantanal. Só esqueceram de avisar os bichos, as aves e os peixes, que lá vivem!

Eu que não sou da FEMA nem do IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e  Recursos Naturais Renováveis), estou apurado. Imaginem eles?

Conversei com uns e outros: olhei os mapas e assuntei as idéias. Mirei o rio e as baías e fiquei pensativo.

        Diz um: É a seca. Não, diz outro, são os detritos que adentram o Córrego Manoel Isaac e se depositam na Baía de Chacororé. Não, Não. Foram as hélices dos barcos, que aprofundaram os leitos dos corixos alterando os desníveis entre rio e baías.

Seja lá o que for: Ação! Vamos plantar uma barragem na boca do Córrego Manoel  Isaac. Vamos fechar a boca do corixo: Se a água entrar, não sai.

Agora, vamos construir cinco barragens no Córrego do Mato para impedir que a água  do Chacororé corra para a Siá Mariana. E para completar vamos construir uma  barragem no Córrego Tarumã e limitar, senão impedir, que a água da Siá Mariana volte para o rio Cuiabá.

O IBAMA consultado repassou o problema aos doutores do Instituto de Biociências da  Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que em estudo de 1998 concluíram:  "Somos contrários às construções de diques naquele sistema, pois não representam  soluções definitivas, sendo extremamente negativos ao sistema".

Não é esta a opinião da FEMA. E da opinião à ação lá estão eles construindo os   diques, ou melhor, barragens nos córregos do Pantanal.

Ora, ora, não conseguiram orientar, fiscalizar ou punir os fazendeiros, hoteleiros, donos de mansões e agora querem reprimir o pouco das águas sobrantes. Avisem pelo  menos os pacus, caxaras, piranhas, dourados e as peraputangas e toda a passarinhada, que povoa as baías, antes de condená-los a permanecer apenas no  nosso imaginário.

Gilney Viana, 54 anos, é deputado estadual do PT/MT

Publicado no FONTE D'ÁGUA - CES-FAU -  http://www.ces.fau.edu/ email: fontedagua@centauri.ces.fau.edu

Seria interessante divulgar a notícia acima, ela lembra muito o problema do Lago Okeechobee , na Flórida -EUA 

Paulo Boggiani para Fonte D'Agua


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